- Dialogues interceptados pela Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro planejou uma emboscada para vingar-se do ex-jogador de NBA e DJ Ronald Fred Seikaly, também conhecido como Rony Seikaly.
- O plano, orquestrado pela Turma, grupo criminoso contratado por Vorcaro, incluía o uso de drogas contra Seikaly e envolve pressão da milícia e da polícia.
- As investigações apontam que o empresário chegou a cogitar simular um incidente com drogas e investir até 10 milhões de reais para intimidar o alvo, alegando que “com filho não se mexe”.
- Em conversas de outubro de 2024, Mourão (Sicário) e Vorcaro discutiram a ideia de atrair Seikaly ao Brasil para atuar como DJ, com possível apoio de informações sigilosas de sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
- A PF também identificou que a Turma pretendia usar o contato de um “amigo da Interpol” para obter dados sobre Seikaly, e que Marilson Roseno Silva, ex-delegado da PF, coordenava ações de intimidação e monitoramento de inquéritos sigilosos.
Ronald Fred Seikaly, ex-jogador da NBA, aparece como alvo de um suposto plano de emboscada envolvendo drogas, articulado pelo empresário Daniel Vorcaro. Segundo a Polícia Federal, a operação faz parte de ações da chamada Turma, grupo contratado para intimidar desafetos. A investigação indica que o objetivo seria vingar-se do DJ e ex-atleta.
Os diálogos, interceptados pela PF, mostram que Vorcaro planejava utilizar drogas contra Seikaly e citava pressão da polícia e de milícias. O Ministério Público Federal aponta que, em certo momento, integrantes do grupo chegaram a tentar obter informações por meio de um ofício falso à Interpol.
Detalhes da investigação
As conversas, registradas entre outubro de 2024, envolvem Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, que acabou cometendo suicídio na prisão. O plano também discutia atrair Seikaly ao Brasil para exercer pressão de milícia e de autoridade policial.
Como a ação seria executada
A PF descreve que a Turma chegou a usar acessos de uma servidora do Ministério Público Federal para coletar dados sobre o ex-jogador, incluindo consultas a sistemas de controle migratório. Em mensagens, houve menção a investir até 10 milhões de reais para “dar uma lição” em Seikaly.
Envolvidos e papéis
Marilson Roseno Silva, ex-delegado da PF, é apontado como líder operacional da Turma. Segundo as investigações, ele coordenava ações de intimidação e de possível obstrução de Justiça, com monitoramento de inquéritos sigilosos.
Situação atual
A PF segue apurando as circunstâncias e a validade jurídica das informações obtidas. Questionamentos sobre a participação de terceiros e sobre a veracidade de planos descritos permanecem em apuração, sem confirmação de execução de atos violentos.
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