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Família em pânico após fuga de assassino de idosos de instituto no RS

Fugitivo Andrew Heger Ribas, condenado por duplo homicídio, continua foragido dias após deixar o IPF; família vive em pânico e a investigação segue sem pistas

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  • Andrew Heger Ribas, condenado a mais de sessenta anos de prisão pelo duplo homicídio, fugiu do Instituto Psiquiátrico Forense de Porto Alegre na terça-feira, nove de junho; mandado de recaptura foi emitido e as buscas continuam.
  • A fuga deixou a família em pânico, especialmente os filhos de Rubem Affonso Heger, de oitenta e cinco anos, e de Marlene dos Passos Stafford Heger, de cinquenta e três; os corpos das vítimas nunca foram encontrados.
  • O caso envolve a decisão de transferir o condenado de internação no IPF para uma galeria de presídio comum, decisão tomada poucos dias antes da fuga após habeas corpus parcial.
  • A Corregedoria-Geral da Polícia Penal investiga possíveis falhas que teriam facilitado a evasão; Polícia Civil e Brigada Militar atuam em buscas conjuntas.
  • A condenação foi confirmada em agosto de 2023, com julgamento ocorrido em Cachoeirinha, e a família diz viver sob constante apreensão desde o anúncio da fuga.

O foragido Andrew Heger Ribas, condenado pela morte do avô Rubem Affonso Heger e da companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, permanece foragido após fugir do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) de Porto Alegre. A evasão ocorreu na última terça-feira (9), segundo a Polícia Penal. O mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte, mas o paradeiro não foi divulgado pelas autoridades até o momento.

O crime aconteceu em Cachoeirinha, na região metropolitana de Porto Alegre, em 2022. O julgamento e a condenação definitiva ocorreram apenas em agosto de 2023. Os corpos das duas vítimas nunca foram localizados pelo Setor de Homicídios, aumentando a angústia da família.

A família dos idosos vive momentos de pânico e apreensão. Ruben Silveira Heger, neto de Rubem, relatou sentir-se vulnerável e temer pela segurança dos dependentes, citando a brutalidade do crime dentro da residência das vítimas, que abriram a porta ao agressor antes de desaparecerem.

A fuga coincidiu com um momento processual: pouco antes, o Poder Judiciário havia concedido parcialmente habeas corpus à defesa, revogando a internação no IPF e determinando a transferência definitiva de Ribas para uma galeria de presídio comum. A Justiça informou a decisão, e a defesa afirmou ter sido surpreendida pela evasão.

A Corregedoria-Geral da Polícia Penal abriu um procedimento administrativo para apurar falhas que possam ter contribuído para a fuga, incluindo aspectos estruturais ou operacionais. A Polícia Civil e a Brigada Militar realizam buscas integradas para localizar o criminoso.

A defesa de Ribas afirmou, em nota, ter sido pega de surpresa pela evasão. Enquanto as buscas prosseguem, as autoridades mantêm o policiamento reforçado na região e continuam coletando informações que possam levar à recaptura.

O caso segue sob apuração das autoridades competentes. Não há informações oficiais sobre novas prisões ou detenção de terceiros ligados ao episódio até o fechamento deste texto.

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