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Melhores stands da Art Basel em Basel: Snoopy na escada e dominós de bronze

Art Basel em Basel abre com Basel Exclusive e setor Zero 10, destacando surpresas, formatos digitais e instalações imersivas que atraem público e galerias

A colorful rendition of Snoopy at the bottom of a skinny ladder.
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  • Art Basel em Basel, Suíça, abriu sua edição de 2026 com dia de pré-estreia VIP, reunindo 290 galpões de 43 países e 21 estreantes; a organização destaca alto engajamento independentemente dos valores de mercado e a continuidade da presença de público.
  • Foi lançado o programa Basel Exclusive para manter surpresa e descoberta presencial na abertura, com obras selecionadas mantidas de fora de prévias, em parte das galerias participantes.
  • O evento cria o setor Zero 10, dedicado a práticas digitais e experimentais, incluindo IA, instalações imersivas e obras híbridas, visando apresentAR formatos artísticos inéditos.
  • Destaques de estande incluem Mary Lovelace O’Neal na Boesky Gallery (homenagem à artista falecida, com obra monumental vendida na abertura), Jeppe Hein e JR na Perrotin, e Philip Guston na Hauser & Wirth, entre outras participações relevantes.
  • O roteiro também destaca Rosa Elena Curruchich, na Proyectos Ultravioleta; Rebecca Manson, na Jessica Silverman; Emilie Louise Gossiaux, na David Peter Francis; Alex Da Corte, na Sadie Coles HQ; Tobias Rehberger, na Pedro Cera; Mildred Howard, na Jenkins Johnson Gallery; e Alfredo Jaar na Luisa Strina, com obras que vão desde pinturas até instalações sensoriais.
  • A Art Basel fica aberta até o dia vinte e um de junho.

Art Basel em Basel, Suíça, abriu a edição 2026 com dia de preview VIP nesta terça-feira. Já pela manhã, filas contornavam Hall 2 e o público se aglomerava nas alas. Ao todo, 290 galerias de 43 países participaram, com 21 estreantes.

Maike Cruse, diretora da feira, destacou que o engajamento permanece alto, independentemente dos valores de mercado. A organização lançou o Basel Exclusive para reforçar a surpresa e a descoberta presencial, com obras selecionadas mantidas fora de pré-visualizações digitais.

A novidade Zero 10 traz foco a formatos digitais e experimentais, incluindo IA e instalações imersivas, priorizando linguagens não tradicionais de apresentação. Em contrapartida, o ritmo da feira segue concentrado nas galerias em atividades de mostras.

Para quem busca experiência noturna, está presente a intervenção Warehouse Artefacts, de Thomas Bangalter, Julian Charrière e Rampa. O projeto funciona como pista de dança de dia e evolui para rave e set de DJ na noite de 20 de junho.

Mary Lovelace O’Neal recebe homenagem especial na Boesky Gallery, que celebra 25 anos de participação. A obra Purple Rain, de circa 1990, é exibida para marcar a trajetória da artista falecida em maio. A peça já foi adquirida por museu europeu por US$ 1,5 milhão.

Na mostra de Jeppe Hein e JR, pela Perrotin, o espaço multiflooré destaca a nova parceria com Hein, que apresenta obras com referências ao surf e à natureza, em cenário de azuis ondulantes. Balões, feixes espelhados e fauna marinha compõem composições lúdicas no conjunto.

Philip Guston figura entre as obras alvo de atenção na Hauser & Wirth, com The Courtyard, de 1946, integrada ao programa Basel Exclusive. A curadoria ressalta a importância da obra para a linguagem do artista, associando-a a acervo de colecionadores que demonstraram interesse.

Proyectos Ultravioleta, de Guatemala, destaca Rosa Elena Curruchich no setor Feature. Pequenas pinturas em painel retratam cenas cotidianas e festividades, em contexto que relembra a trajetória da primeira pintora indígena reconhecida do país.

Rebecca Manson, na Jessica Silverman, apresenta Blue Peacock Wing (2026), peça cerâmica que ganha movimento por montagem em tela. A obra acompanha a prática da artista, centrada em metamorfose, memória e ciclos naturais.

Em David Peter Francis, Emilie Louise Gossiaux leva uma instalação emocional com cães de papel machê e asas de borboleta laranja. A apresentação, parte da série From Here to Eternity, dialoga com a relação entre humanos e animais.

Alex Da Corte, na Sadie Coles HQ, retorna com Dog Barking at the Moon (2006). A instalação referência uma obra de Miró, substituindo o cão por Snoopy e inserindo elementos de Marcon na composição.

Tobias Rehberger, no Pedro Cera, exibe tad ghost (2025) suspenso sobre a montagem, com iluminação programada que transforma o booth em campo de luz mutável. O conjunto dialoga com Bull Guitar Drag de Henrique Pavão, também em exibição.

Mildred Howard, na Jenkins Johnson Gallery, apresenta um conjunto monumental de cinco dominós de bronze. A obra estreia uma nova série e reforça temas de memória, história e comunidade.

Alfredo Jaar aparece na Luisa Strina, com sete painéis em calendário da semana, trazendo a famosa frase TONIGHT NO POETRY WILL SERVE. A obra convida à reflexão sobre o papel da arte em momentos de crise, sem perder a possibilidade de significado.

Observação final: a cobertura desta edição de Art Basel destaca as dinâmicas entre inovação, exclusividade e preservação de tradições no mercado de arte contemporânea, com foco em artistas, galerias e propostas que sintetizam o mote da feira.

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