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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, enfrenta campanha de ódio após perdão judicial

Mãe de Henry Borel vive reclusa após perdão judicial; advogado diz que campanhas de ódio a colocam em uma segunda prisão

'Monique Medeiros vive acuada, recebe campanhas de ódio. Nem vai à esquina', revela advogado 2 semanas após perdão judicial à mãe de Henry Borel.
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  • Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, vive reclusa e recebe campanhas de ódio após perdão judicial concedido há cerca de duas semanas.
  • Segundo o advogado Hugo Novais, ela se sente em uma “segunda prisão” por conta das ameaças, mantendo-se cada vez mais reservada.
  • A decisão ocorreu após Monique ter sido condenada por omissão em crime de tortura no caso da morte de Henry, em março de dois mil e vinte e um.
  • O ex-companheiro de Monique, Jairinho, foi condenado a quase quarenta e quatro anos de prisão; durante o julgamento houve acerto de contas com a ex-mulher.
  • A magistrada citou misoginia como justificativa para o perdão, e a defesa informou a situação de restrição social que a mãe enfrenta.

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, vive reclusa após receber perdão judicial há cerca de duas semanas. De acordo com o seu advogado, ela enfrenta campanhas de ódio e ameaça constantes, o que a coloca em uma espécie de segunda prisão.

A decisão judicial que absolv tua Monique ocorreu no contexto do caso pela morte de Henry, em março de 2021. O pai da criança, Jairinho, recebeu pena próxima a 44 anos de prisão. A justiça apontou motivo de misoginia para conceder o perdão, segundo relatos.

O advogado Hugo Novais afirmou que qualquer ameaça transforma a vida em isolamento. A defesa descreve Monique como esposa de uma vida reservada, sem sair de casa e sem frequentar nem mesmo a esquina para comprar itens simples.

Perdão judicial e repercussões

Após a decisão, a família de Henry reagiu de forma pública. O pai, que já contestava a decisão, viu o perdão como tema de debate entre apoiadores e opositores da sentença. Outras ex-mulheres associadas ao caso também denunciaram agressões.

Segundo a defesa, Monique permanece sob forte vigilância social. Ela continua recebendo mensagens e campanhas de ódio que, segundo a defesa, dificultam qualquer mobilidade cotidiana da professora. A reclusão hoje é apontada como consequência direta das ameaças recebidas.

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