- Morreu aos 87 anos o historiador italiano Carlo Ginzburg, anunciado pela filha, Lisa Ginzburg, em post no Instagram na quarta-feira, dia 17.
- Ginzburg foi pioneiro da micro-história, abordagem que analisa eventos em pequena escala para entender culturas populares.
- Ele integrou a defesa de Adriano Sofri, jornalista de esquerda condenado pelo assassinato de um delegado de polícia em 1972; Sofri saiu da prisão em 2012.
- Entre as obras, destaca-se O Queijo e os Vermes, livro que reconstrói a visão de mundo de um moleiro do século XVI.
- Nascido em Turim, em duas famílias ligadas à cultura e à política, filho de Natalia Ginzburg e Leone Ginzburg, perdeu o pai aos cinco anos durante a Segunda Guerra Mundial; lecionou na Universidade de Bolonha, na Scuola Normale Superiore de Pisa e na Universidade da Califórnia (UCLA).
O historiador italiano Carlo Ginzburg, pioneiro da micro-história, morreu aos 87 anos. A informação foi divulgada pela filha, Lisa Ginzburg, em post publicado nesta quarta-feira (17).
Ginzburg foi professor na Universidade de Bolonha, na Scuola Normale Superiore de Pisa e na UCLA, nos Estados Unidos. Destacou-se por pesquisas que vão desde julgamentos por bruxaria até a história intelectual europeia.
Ao lado de outros intelectuais, defendeu Adriano Sofri, condenado pelo assassinato de um delegado de polícia em 1972. Sofri foi libertado em 2012 após longos recursos e reviravoltas processuais.
Nascido em 15 de abril de 1939, em Turim, ele era filho de Natalia Ginzburg e Leone Ginzburg, ambos figuras da cultura italiana. Seu pai, militante antifascista, foi morto pelos alemães na Segunda Guerra Mundial quando Carlo tinha cinco anos.
Ginzburg estruturou a crítica histórica a partir de evidências locais, contrariando modelos amplos. Seu livro O Queijo e os Vermes, de 1976, é referência mundial na metodologia da micro-história.
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