- Pão no bafo de Palmeira, nos Campos Gerais, recebeu Indicação Geográfica, fortalecendo a liderança do Paraná em certificações de origem.
- A receita leva carne suína, repolho e pães cozidos no vapor, preparada desde 1878 por imigrantes russo-alemães na região.
- Palmeira já reconhecia o prato como Patrimônio Imaterial desde 2015; a certificação IG pode ampliar turismo, renda e proteção da denominação, com a formação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo).
- O Paraná soma 27 IGs reconhecidas, o maior número no país, com 2026 marcando cinco novos registros, incluindo couro de peixe de Pontal do Paraná, ginseng de Querência do Norte, café da Serra de Apucararana e tortas de Carambeí.
- Em 2025, o estado registrou oito novas IGs, entre elas ostras do Cabaraquara, ponkan de Cerro Azul, broas de centeio de Curitiba, cracóvia de Prudentópolis, carne de onça de Curitiba, café de Mandaguari, urucum de Paranacity e queijo colonial do Sudoeste do Paraná.
O pão no bafo de Palmeira, nos Campos Gerais, conquistou nesta terça-feira (16) o registro de Indicação Geográfica (IG). A certificação reforça a origem do prato no município paranaense e amplia o conjunto de produtos com IG no estado. A iniciativa envolve a associação Apafo e a Secretaria da Agricultura.
A iguaria tem 148 anos de história. A tradição chegou à região em 1878 com imigrantes russo-alemães que se estabeleceram em Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas. A receita utiliza carne suína, repolho e pães cozidos no vapor em camadas.
O prato passou a ser reconhecido como Patrimônio Imaterial de Palmeira em 2015. A cidade também celebra outros patrimônios locais, como a gengibirra, a fanfarra da escola Dom Alberto e a banda Lida Celeste. O Plautdietsch, falado na Colônia Witmarsum, foi reconhecido em 2020.
Indicação Geográfica estimula turismo e gastronomia
Para Bruno Krevoruczka, diretor-geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento de Palmeira, o selo agrega valor, estimula o turismo e amplia oportunidades de renda para famílias da região. A IG protege o uso da denominação e define critérios de utilização.
A formação da Apafo ajuda a preservar a tradição gastronômica local. A certificação amplia a visibilidade do produto e do município, fortalecendo a cadeia produtiva associada ao pão no bafo.
O Paraná soma 27 IGs reconhecidas, liderando o Brasil. Minas Gerais tem 21 registros e São Paulo, 15. Em 2026, o estado acrescentou cinco novos registros, incluindo o Pão no Bafo.
Além do pão, foram certificados: couro de peixe de Pontal do Paraná, ginseng de Querência do Norte, café da Serra de Apucararana e tortas de Carambeí.
No ano anterior, o estado aggregou oito novas IGs, como ostras do Cabaraquara, ponkan de Cerro Azul, broas de centeio de Curitiba, cracóvia de Prudentópolis, carne de onça de Curitiba, café de Mandaguari, urucum de Paranacity e queijo colonial do Sudoeste.
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