- O jornal O Globo informou que Rony Seikaly, DJ e ex-jogador da NBA, seria alvo de um plano de emboscada montado pelo grupo criminoso denominado núcleo “A Turma”, supostamente financiado por Daniel Vorcaro.
- As mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que Vorcaro queria vingar-se do ex-jogador, que teve relacionamento com Martha Graeff, namorada dele na época, e é pai de filha de Graeff.
- O plano previa ameaças e coerção, além de levantamentos de dados sigilosos e acessos ilícitos a sistemas governamentais, com a ideia de forçar o retorno de Seikaly ao Brasil sob pressão de milícia e polícia.
- Houve citação de investimento de até R$ 10 milhões para “mostrar que com filho não se mexe”, incluindo a menção de envolver um “amigo da Interpol”, conforme as conversas.
- O relatório aponta que o núcleo teria utilizado informações de sistemas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para obter dados sobre o ex-jogador.
O DJ e ex-jogador de NBA Ronald Fred Seikaly, conhecido como Rony Seikaly, seria alvo de um plano de emboscada, segundo reportagens do jornal O Globo, com base em diálogos interceptados pela Polícia Federal. O esquema teria ligações com o grupo A Turma, suspeito de integridade criminosa, e seria financiado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Conforme as conversas, o grupo miraria o ex-jogador, que teve relacionamento com Martha Graeff, namorada de Vorcaro à época e mãe da filha dela. As mensagens indicam intenções de ameaças, coerção e uso de dados sigilosos obtidos de maneira irregular, com objetivos de causar prejuízo ou constrangimento.
Também há menção ao uso de drogas como parte do plano. Em outubro de 2024, Mourão, conhecido como Sicário, afirmou disponibilidade financeira para atuar na operação, chegando a mencionar até 10 milhões de reais para punir o alvo, sob a justificativa de que não se mexeriam com a família.
Detalhes do plano e coleta de informações
A PF aponta que o núcleo utilizou dados de sistemas internos de órgãos públicos para obter informações sobre Seikaly, inclusive dados de controle migratório. Houve menção de envolver um amigo da Interpol, cuja identificação não foi revelada.
Relatos de mensagens indicam que Marilson Roseno Silva, policial federal aposentado e integrante do grupo, pretendia repassar informações a um agente remunerado pelo banco. A ideia era executar a ação durante a passagem do DJ pelo Brasil, segundo as investigações.
Entre na conversa da comunidade