- A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público contra a influenciadora Deolane Bezerra, que virou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro do PCC.
- A denúncia sustenta que Deolane atuava como uma espécie de “caixa” da facção, movimentando recursos de atividades ilícitas; o líder da facção, Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), também é citado na ação.
- A investigação aponta movimentação de cerca de R$ 40 milhões nas contas de Deolane, com uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau investigada como ocultação de patrimônio.
- Segundo os investigadores, os recursos teriam origem no tráfico de drogas, uma das principais fontes de renda atribuídas ao Primeiro Comando da Capital; a defesa nega as acusações e diz que irá provar a inocência.
- Deolane está presa desde 21 de maio; a defesa ainda não apresentou resposta formal ao processo e o Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não se manifestou oficialmente.
A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia do Ministério Público e tornou Deolane Bezerra ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A acusação aponta que a influenciadora movimentava recursos de atividades ilícitas, atuando como uma espécie de “caixa” da facção. A defesa afirma que ela não integra o crime.
A denúncia, assinada pelo promotor Lincoln Gakiya, também envolve Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção. Ambos respondem pelos crimes no âmbito da Operação Vérnix. Deolane está presa desde 21 de maio, em operação ligados às investigações.
Segundo o MP, a defesa terá dez dias para apresentar resposta formal à acusação. A reportagem apurou a expectativa de que o Tribunal de Justiça de São Paulo confirme a sequência processual. A defesa de Deolane não respondeu imediatamente.
A investigação destaca movimentação próxima de 40 milhões de reais nas contas da influenciadora. A polícia e o MP suspeitam que valores tenham origem em uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau, usada para ocultar patrimônio.
A apuração também foca a ostentação de bens de luxo exibidos nas redes. Carros, joias e viagens internacionais são considerados indícios para a hipótese de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. A divulgação dessas imagens sustenta as suspeitas.
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