- No dia do orgulho autista, celebra-se a neurodiversidade como movimento global pela valorização de diferenças neurológicas e pela inclusão.
- A ideia foi sistematizada no fim dos anos noventa pela socióloga Judy Singer, motivada pela experiência de geração em TEA.
- A neurodiversidade defende que não existe uma forma única de ser e atua contra o estigma, ressaltando direitos e potências das pessoas neurodiversas.
- O STF volta a pautar duas ações diretas de inconstitucionalidade que contestam trechos da reforma tributária que excluiram autistas de menor suporte de isenções para carros novos.
- O texto destaca o conceito de espectro autista não como linha única, mas como um gráfico de habilidades, sugerindo que benefícios de suporte variam ao longo da vida e entre pessoas.
A neurodiversidade é apresentada como uma abordagem que busca substituir o estigma pela valorização das diferenças. O conceito ganhou força no Dia do Orgulho Autista, celebrado nesta quinta-feira, 18, e se ampliou para incluir condições como TDAH, dislexia, discalculia, dispraxia e outros modos de processamento cerebral.
A ideia foi sistematizada no final dos anos 1990 pela socióloga australiana Judy Singer. Em entrevistas, ela conta que a mãe, sobrevivente do Holocausto, compreendeu ter três gerações de mulheres dentro do TEA. Singer defende que o termo nomeia um movimento social de afirmação de potências.
Neurodiversidade hoje é vista como movimento global que reforça que não existe uma forma única de ser. A perspectiva enfatiza capacidades, combate o estigma e aponta para a necessidade de inclusão em escolas, empregos e espaços públicos.
O que muda na prática
Volta à pauta do STF, nesta quinta, as duas ADIs que questionam trechos da reforma tributária. Elas tratam da exclusão de pessoas autistas de menor suporte de acesso a isenções para carros novos. O tema ganhou atenção após cobrança de leitores.
Especialistas destacam que o espectro do autismo não é linear. A pessoa pode demandar diferentes níveis de apoio ao longo da vida, conforme intervenções, fases e obstáculos enfrentados. A ideia é evitar padrões rígidos de avaliação.
Em vez de uma régua fixa, o espectro é descrito como um gráfico com eixos variados como comunicação, interação social e sensorial. Essa visão reforça a necessidade de avaliações individualizadas para benefícios de apoio.
Ministros do STF devem considerar a diversidade de trajetórias ao definir direitos e benefícios. A regra de prazos e valores fixos pode não refletir as mudanças que ocorrem ao longo da vida de pessoas autistas.
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