- A Polícia Civil prendeu sete pessoas na operação Veredictum, realizada em Salto, interior de São Paulo, para desmantelar tribunais do crime ligados ao PCC.
- Cinco suspeitos foram presos durante mandados judiciais e outras duas em flagrante, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal.
- Durante as buscas, foram localizadas máquinas caça-níqueis em um dos endereços alvo.
- A operação ocorre no contexto de investigações sobre julgamentos clandestinos praticados por facções criminosas para punir membros que desrespeitam o código de conduta.
- Em janeiro, DHPP já havia deflagrado outra operação semelhante em Guarulhos, que resultou na prisão de cinco pessoas e envolveu casos de sequestro e homicídio relacionados a julgamentos da organização.
A Polícia Civil prendeu sete pessoas nesta quinta-feira (18/6) em Salto, interior de São Paulo, na operação Veredictum. A ação mira os chamados tribunais do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC), investigados por julgar e punir membros e moradores que desrespeitam o código de conduta da organização. As detenções ocorreram com apoio da Delegacia Seccional de Sorocaba, PM e Guarda Municipal. Parte dos suspeitos foi presa em cumprimento a mandados; outras duas pessoas foram flagradas durante as diligências. Em um dos endereços, foram localizadas máquinas caça-níqueis.
A operação teve duração ao longo da manhã e continua em andamento, conforme a Polícia Civil. A investigação busca esclarecer a atuação dos tribunais do crime em Salto e detalhar o funcionamento dessas estruturas paralelas de justiça promovidas por facções criminosas. Não houve informações sobre feridos ou confrontos durante a ação.
Contexto
Em janeiro, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deflagrou outra operação contra tribiais do crime em Guarulhos, presa de cinco suspeitos — três homens e duas mulheres. O inquérito apontou que o grupo sequestrou e assassinou um homem durante um julgamento, na Vila Galvão, em 2022. O caso envolveu resposta a acusações de abuso sexual contra um casal.
Na ocasião, a mulher pediu liberdade por meio da “justiça paralela” e foi absolvida, enquanto o homem foi condenado à morte pela prática. Posteriormente, um cadáver encontrado em um córrego, na zona norte, ficou sem identificação. Em 2025, exames antropológicos e genéticos indicaram que os restos pertenciam a duas pessoas, incluindo o homem sequestrado.
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