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Pondé diz que a mentira é hoje um método

Pondé diz que, na era de narrativas e polarização, a credibilidade é o principal ativo da imprensa

Luiz Felipe Pondé: “Hoje, a mentira é um método”
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  • Luiz Felipe Pondé é o convidado do episódio de The Business of Life, apresentado por Nilton Bonder.
  • Nascido no Recife, filho de um capitão médico da Aeronáutica e de mãe judia, a família mudou-se para Salvador após o golpe de 1964.
  • Abandonou a medicina no quinto ano e migrou para as humanidades, influenciado pela psicanálise; estudou filosofia na Universidade de São Paulo.
  • Atuou no jornalismo desde a graduação, teve passagem pelo Estadão, é colunista da Folha de S. Paulo e participa do programa Linhas Cruzadas desde 2021 na TV Cultura.
  • Pondé afirma que hoje a credibilidade é o capital central diante da polarização da mídia e que a mentira pode ser um método, embora o niilismo seja um recurso filosófico que requer cuidado.

Luiz Felipe Pondé, filósofo, escritor e comentarista, é o convidado do episódio do podcast The Business of Life, apresentado por Nilton Bonder. O programa aborda a vida pública dele e o pensamento atual sobre o papel do intelectual na sociedade.

Nascido no Recife, Pondé veio de uma família marcada pela presença de médicos e pela repressão após o golpe de 1964. O pai, capitão médico da Aeronáutica, foi alvo de perseguição; a família deixou o estado ainda criança e seguiu para Salvador.

Durante a graduação, ainda no quinto ano de medicina, Pondé decidiu seguir as humanidades. A psicanálise o levou à filosofia, que cursou na USP após mudar para São Paulo. O movimento foi lembrado como decisão de vontade, não de resistência familiar.

Trajetória pública e visão de mundo

Desde a juventude, Pondé quis atuar como intelectual público. O primeiro contato com a imprensa ocorreu no Estadão, ainda em Paris. Hoje é colunista da Folha de S.Paulo e participa do programa Linhas Cruzadas, na TV Cultura, desde 2021.

No ambiente acadêmico, ele critica a política interna, as disputas por espaços e pela visibilidade. Enxerga perda de prazer pelo conhecimento na universidade, onde, segundo ele, o aluno fica em segundo plano em meio a questões institucionais.

Mídia, niilismo e credibilidade

Ao migrar para a imprensa, Pondé observou maior liberdade, mas hoje também detecta uma pressão ideológica. A polarização da mídia é apontada como entrave à pluralidade. Para ele, o principal ativo de um intelectual é a credibilidade. A frase-chave do momento, para ele, é que a mentira pode ser um método.

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