- Advogados de Luigi Mangione retiraram a defesa de que ele vivia “perturbação emocional extrema” no momento do homicídio do CEO da UnitedHealthcare, em dezembro de 2024.
- A retirada ocorreu um dia após o juiz Gregory Carro revelar que a defesa havia apresentado, em setembro, uma moção para considerar essa linha de defesa e manteve os documentos sob sigilo.
- A mudança envolve evidências psiquiátricas, e Mangione responde a acusações federais e estaduais, incluindo homicídio em segundo grau; as penas variam conforme a tipificação.
- O julgamento estadual está marcado para setembro; o federal ocorrerá posteriormente.
- Na audiência, a advogada explicou o sigilo, alegando que a defesa não está disponível na esfera federal; o promotor afirmou que lutaria contra adiamento caso a linha de defesa continuasse.
Em uma reviravolta no caso, a defesa de Luigi Mangione retirou o argumento de que ele vivenciava uma perturbação emocional extrema no momento do suposto homicídio contra o CEO da UnitedHealthcare. A retirada ocorreu um dia após o juiz Gregory Carro mencionar que a defesa havia informado ao tribunal, em setembro, sobre essa linha de defesa.
A medida levou a nova confidencialidade de documentos e de a transcrição apresentada pela defesa, que expôs a estratégia de defesa psiquiátrica, voltar a ficar sob sigilo. Mangione, de 28 anos, é acusado de matar Brian Thompson em dezembro de 2024, em Nova York, diante de um hotel Hilton no centro da cidade, durante uma aparição pública da empresa.
O caso envolve acusações federais de perseguição e acusações estaduais de homicídio em segundo grau. No estado, se a defesa conseguisse provar perda de autocontrole diante de uma perturbação emocional extrema, a pena pela espécie de homicídio mais grave poderia cair para até 25 anos. Já a acusação de homicídio doloso prevê de 25 anos à prisão perpétua.
O prazo para a defesa apresentar documentos sobre a estratégia psiquiátrica, definido pelo tribunal, expirou nesta quinta-feira. Com a retirada, a estratégia permanece incerta para os jurados. O julgamento estadual está marcado para setembro, seguido pelo federal, ainda sem data definida.
Na audiência pré-julgamento, a advogada Karen Friedman Agnifilo solicitou manter as evidências psiquiátricas sob sigilo, argumentando que a defesa não é aplicável na esfera federal. Afirmou que o sigilo é essencial para evitar prejudicar o caso no questionamento federal sobre os mesmos fatos.
O promotor distrital de Manhattan afirmou que havia resistência a qualquer adiamento do julgamento caso a defesa continuasse a explorar a linha de defesa de perturbação emocional extrema. A advogada de Mangione respondeu que não havia pedido adiamento, e a troca ocorreu diante da avaliação do juiz.
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