- Juri de policiais acusados pela morte de Vinicius Gritzbach ocorre entre os dias vinte e dois e vinte e seis de junho, no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.
- Denís Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues seriam os atiradores, e Fernando Genauro da Silva o motorista do veículo utilizado no crime.
- A motivação apontada envolve vingança e disputas financeiras ligadas à lavagem de dinheiro e a criptomoedas; Gritzbach era delator premiado do Ministério Público.
- Ao todo, dezoito policiais militares tornaram-se réus, sendo quatorze presos no Presídio Militar Romão Gomes.
- A defesa contesta a perícia e as provas genéticas do veículo VW Gol, enquanto o Ministério Público sustenta a confiabilidade dos laudos; o crime ocorreu em oito de novembro de dois mil e vinte e quatro.
O júri de policiais militares acusados de participação na morte de Vinicius Gritzbach começa na próxima semana, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O julgamento está marcado para ocorrer entre os dias 22 e 26 de junho, no Fórum Criminal da cidade.
Gritzbach, delator do PCC, foi morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. Segundo o Ministério Público, Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues seriam os atiradores, enquanto Fernando Genauro da Silva atuaria como motorista do veículo utilizado no crime.
Com a conclusão das investigações, os três acusados foram pronunciados pela Justiça, etapa que encaminha o caso ao Tribunal do Júri. A motivação apontada envolve vingança e disputas financeiras associadas à lavagem de dinheiro e a criptomoedas.
Júri e enquadramento
A promoção do júri decorre da existência de indícios suficientes de autoria e materialidade para a análise por jurados. A polícia civil também indicou que Gritzbach havia firmado acordo de delação premiada com o Ministério Público, antes de morrer, fornecendo informações sobre integrantes da facção, esquemas de lavagem e movimentações financeiras.
A morte de Gritzbach ocorreu em 8 de novembro de 2024, quando desembarcava no terminal de passageiros. A investigação aponta que Emílio Carlos Gongorra, conhecido como Cigarreira, encomendou o crime com apoio de Diego Amaral, o Didi, e de um olheiro apelidado de Kauê. PolíciaCivil aponta ligação com o Comando Vermelho para o crime.
Ao todo, 18 PMs figuram como réus nos autos, sendo 14 deles mantidos presos no Presídio Militar Romão Gomes. As investigações cruzaram dados e imagens que teriam comprovado a presença dos executores no local do homicídio.
Defesa e perícia
Pouco antes do júri, a defesa de Denis Antonio Martins e de Ruan Silva Rodrigues protocolou parecer técnico contestando a perícia e a confiabilidade das provas genéticas no veículo VW Gol, utilizado na morte. Segundo a Câmara Técnica de Vestígios Biológicos, houve falhas no laudo.
O Ministério Público afirmou que a defesa apresentou parecer encomendado após um longo tempo para questionar o laudo de um órgão oficial. Mesmo assim, o DNA de Denis e de Ruan foi identificado no veículo e em objetos abandonados, segundo o inquérito.
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