- A Justiça autorizou que Deolane Bezerra vire ré por suposta organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao PCC, junto de Marcola e mais quatro envolvidos.
- A denúncia aponta como base principal conteúdos de celulares apreendidos, incluindo áudios, mensagens de aplicativos e comprovantes bancários.
- O juiz Deyvison Heberth dos Reis descreve esses materiais como a “prova nuclear” da denúncia, a partir de análises associadas a relatórios financeiros, quebras de sigilo e dados do Coaf.
- Segundo o Ministério Público, as mensagens indicariam movimentações financeiras, recebimentos por familiares e pessoas de confiança, além do uso de estruturas empresariais para ocultar e reintegrar recursos ao sistema financeiro.
- A defesa de Deolane sustenta inocência e afirma que a denúncia não é prova definitiva; o processo segue para produção de provas, depoimentos e defesas, com perspectivas de instrução e julgamento.
A Justiça informou ter reunido elementos suficientes para transformar Deolane Bezerra em ré pela suspeita de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A decisão envolve ainda Marcola e mais quatro pessoas.
Segundo a decisão do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, as provas são frutos de celulares apreendidos pela polícia. Os conteúdos incluem áudios, mensagens e comprovantes bancários.
As informações foram analisadas com relatórios financeiros, quebras de sigilo e dados do Coaf. A defesa afirma que as evidências não configuram culpa e que o processo segue para instrução.
O Ministério Público sustenta que as mensagens ajudam a mapear movimentações financeiras, contas para recebimento de valores e possíveis destinatários. Parte do patrimônio seria ocultada em estruturas empresariais.
Entre os elementos citados estão conversas atribuídas a pessoas ligadas ao grupo, além de depósitos e registros de operações. Promotores dizem que familiares recebiam orientações para movimentar recursos ilícitos.
A defesa de Deolane Bezerra contesta integralmente as acusações e afirma que a denúncia não equivale a uma condenação. Os advogados de Marcola alegam impedimentos legais para participação do réu.
Com a ação penal aberta, o processo avança para a produção de provas, depoimentos e apresentação de teses de defesa. O próximo passo é definir se as acusações serão mantidas pela Justiça.
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