Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Laudo enfraquece versão de troca de tiros no caso de PM morto em Sorocaba

Laudo da Polícia Científica enfraquece versão de troca de tiros em Sorocaba, com 76 disparos e ausência de armas no local.

Arte gráfica com foto de policial militar fardado, em preto e branco, replicado várias vezes - Metrópoles
0:00
Carregando...
0:00
  • Laudo da Polícia Científica aponta ao menos 76 disparos no local em Sorocaba, com cápsulas de munição com a inscrição PMESP.
  • Carro ocupado pelos suspeitos apresentava perfurações de fora para dentro em todo o entorno e no interior; armas atribuídas aos suspeitos não foram apresentadas durante o exame.
  • Não é possível afirmar, com base no laudo, que apenas policiais atiraram; armas dos suspeitos eram dois revólveres calibre 38 e um simulacro, enquanto PM utilizava pistolas Glock 40, fuzis e espingardas 12.
  • Soldado Matheus Almeida Rodrigues foi morto com tiro na cabeça durante a abordagem; o laudo não identificou qual arma disparou o tiro fatal.
  • Três suspeitos morreram no local: Kevin Aparecido Nascimento Almeida, Marcelo Leite Batista e Vagner da Silva Barbosa; investigação segue para esclarecer dinâmica e origem das armas.

A perícia da Polícia Científica aponta fraquezas na versão de troca de tiros na ocorrência em Sorocaba, que resultou na morte do soldado Matheus Almeida Rodrigues. O laudo descreve perfurações de fora para dentro no veículo dos suspeitos e não localiza armas no local do crime. A avaliação contabiliza ao menos 76 disparos.

O VW Virtus onde estavam os suspeitos recebeu diversos impactos, com marcas por todo o entorno e no interior do veículo. Todas as cápsulas recolhidas tinham inscrição da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Não houve apresentação de armas durante o exame.

Os peritos ressaltam que as evidências não permitem concluir, de forma definitiva, que apenas policiais atiraram. A hipótese de confronto armado perde força diante das armas supostamente ligadas aos suspeitos, já apontadas como dois revólveres 38 e um simulacro. Os policiais envolvidos utilizavam pistolas Glock 40, fuzis e espingardas 12.

Perícia aponta inconsistências

Ao todo, foram encontradas 66 cápsulas deflagradas de pistola 40, seis de fuzil 5,56 mm e quatro de espingarda 12. Os vestígios indicam no mínimo 76 disparos de arma de fogo, distribuídos ao redor do carro.

A perícia também verificou que o veículo apresentava perfurações ao redor e no interior, incluindo bancos e portas, compatíveis com tiros de fora para dentro. A ausência de armas no local ocorreu porque os suspeitos haviam sido socorridos e os PMs recuperados já tinham ido ao plantão da Polícia Civil.

Os revólveres vinculados aos suspeitos não estavam presentes na hora da perícia, o que aumenta a necessidade de reconstrução da dinâmica do caso. A avaliação técnica não descarta que houve disparos de arma de fogo por parte dos suspeitos, mas demanda confirmação por meio de novas evidências.

PM morto e armas atribuídas

O caso já era investigado sob a hipótese de fogo amigo. O projétil na cabeça de Matheus Almeida Rodrigues apresentou características compatíveis com munição 40 S&W, tipo usado pelos policiais presentes. A perícia não identificou qual arma disparou o tiro fatal.

A vítima foi atingida durante a abordagem ao veículo dos suspeitos, recebeu atendimento médico, mas não resistiu. A linha investigativa aponta possibilidade de disparo ocorrer após o fim do confronto ou durante tentativa de simular reação de um suspeito morto.

Suspeitos e desdobramentos

Três suspeitos morreram no local: Kevin Aparecido Nascimento Almeida, Marcelo Leite Batista e Vagner da Silva Barbosa. Um quarto envolvido foi preso. A ocorrência teve origem em suspeita de roubo a uma farmácia na região do Campolim, com fuga em um Virtus interceptado pela PM.

A investigação segue para esclarecer se houve disparos por parte dos suspeitos, quem disparou contra o soldado e por que as armas atribuídas aos ocupantes não estavam no local à chegada dos peritos. A perícia reforça a necessidade de reconstrução detalhada da dinâmica do caso.

Fonte: Metrópoles.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais