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Novo programa de cuidado domiciliar para idosos do SUS: como funcionará

Programa de atenção domiciliar do SUS amplia visitas a idosos vulneráveis em casa, com investimento de 500 milhões até 2027 e expansão nacional

Ministério da Saúde anunciou iniciativa para aumentar atendimento em casa para idosos com limitações, comprometimento cognitivo ou alta vulnerabilidade
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  • O Ministério da Saúde lançou o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil) para ampliar o atendimento em casa a pessoas com 60 anos ou mais que estejam restritas ao domicílio, com foco em limitações físicas, cognição, doenças crônicas ou alta vulnerabilidade, anunciado no Rio de Janeiro em 18 de agosto.
  • O programa prevê investimento de cerca de R$ 500 milhões até 2027 e será realizado por equipes multiprofissionais da atenção básica (eMulti), ligadas às equipes de Saúde da Família.
  • Os pacientes receberão visitas periódicas em casa para acompanhamento de saúde e elaboração de um plano de cuidados; o atendimento domiciliar complementa, não substitui, as consultas nas Unidades Básicas de Saúde.
  • A oferta inclui avaliação multidimensional, reabilitação clínica-funcional, orientação nutricional, manejo de doenças crônicas, prevenção de quedas, adaptações no ambiente e, quando necessário, cuidados paliativos; há suporte a familiares e cuidadores.
  • A expansão é nacional, com 2.733 municípios aderindo, totalizando 3.677 equipes eMulti aptas a receber o incentivo; recursos também apoiarão visitas domiciliares e a deslocação das equipes.

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira, 18, em Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). A iniciativa lidera o objetivo de ampliar o atendimento a idosos em casa, por meio do SUS, para quem tem limitações físicas, cognitivos ou alta vulnerabilidade.

O objetivo é manter o cuidado próximo ao paciente, sem substituir as UBSs, mas atuando como complemento. O programa começa com avaliação multidimensional para mapear riscos e necessidades, seguido de planos de cuidados individualizados.

O Padi Brasil será financiado com cerca de R$ 500 milhões até 2027. O repasse atenderá equipes multiprofissionais da atenção básica, as chamadas eMulti, integrando médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

O que será oferecido

As equipes poderão realizar reabilitação, orientação nutricional, manejo de doenças crônicas e ações de prevenção de quedas. Haverá também orientação sobre adaptações do ambiente doméstico e, quando necessário, cuidados paliativos.

Mutirão de apoio às famílias e cuidadores também está previsto. A portaria prevê acompanhamento para quem participa dos cuidados diários da pessoa idosa, com o objetivo de reduzir sobrecarga.

Expansão nacional e impactos

O programa já opera em municípios que aderiram e prevê repasse extra para as equipes participantes. Ao todo, 2.733 municípios solicitaram participação, gerando 3.677 equipes aptas a receber o incentivo.

Os recursos visam ampliar equipes existentes ou criar novas estruturas de atendimento, com apoio a visitas domiciliares e veículos para deslocamento até as residências.

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