- A Polícia Civil deflagrou a Operação “Falso Patrão” em Passo Fundo, com foco na lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na região Norte do estado.
- São 12 prisões preventivas, 20 mandados de busca e apreensão, e bloqueio de 54 contas bancárias; 22 veículos foram apreendidos, avaliados em cerca de R$ 2,89 milhões.
- A ação é comandada pelo delegado Venicios Demartini, mobilizando 100 policiais civis e 35 viaturas.
- A investigação aponta uso de técnicas de ocultação e dissimulação de patrimônio para inserir recursos ilícitos no sistema financeiro formal.
- Materiais e dispositivos recolhidos serão encaminhados à DRACO para perícia e identificação de novos envolvidos.
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira a Operação Falso Patrão, realizada pela DRACO de Passo Fundo. A ação visou desarticular uma organização criminosa responsável pela lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas na Região Norte do Rio Grande do Sul. A operação foi coordenada pelo delegado Venicios Demartini.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão. Desse total, 19 buscas ocorreram em Passo Fundo e uma em Ernestina. A Justiça autorizou o bloqueio de 54 contas bancárias e o sequestro de ativos financeiros ligados aos investigados.
Foram apreendidos 22 veículos, avaliados preliminarmente em cerca de 2,89 milhões de reais. O que se apura é que a quadrilha ocultava o dinheiro de origem ilícita para inserir recursos no sistema financeiro formal por meio de atividades comerciais simuladas.
Prisões, buscas e bloqueios
A operação contou com o emprego de 100 policiais civis e 35 viaturas, com apoio de equipes da 6ª DPRI, de Passo Fundo, e de delegacias da região: Carazinho, Soledade, Lagoa Vermelha, Erechim, Cruz Alta e Palmeira das Missões. Os bens recolhidos serão periciados para identificar novos envolvidos.
Frota apreendida e logística financeira
O material recolhido, incluindo documentos e dispositivos eletrônicos, foi encaminhado à sede da DRACO para perícia. A investigação utilizou dados bancários, fiscais e patrimoniais para mapear o esquema de lavagem de capitais e o organograma financeiro da organização.
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