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Siri e Alexa chegaram primeiro, mas ficaram para trás na era da IA

Siri e Alexa chegam à era da IA com atraso, passam a oferecer atualizações avançadas e redefinem a corrida entre Apple e Amazon

(Imagem gerada por IA/Exame)
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  • Siri completou quinze anos em 2026, mas nunca realizou plenamente a promessa de ajudar nas tarefas cotidianas sem que o usuário precise aprender comandos específicos.
  • Alexa chegou ao mercado em 2014 e, por uma década, dominou o mercado de alto-falantes inteligentes nos EUA, com cerca de 84% de participação, segundo a Voicebot.
  • Ambas ficaram atrasadas quando surgiu o ChatGPT, em 2022, repetindo trajetórias de pioneirismo, domínio de mercado e atraso para a IA generativa.
  • A Apple prometeu, em 2024, reformular a Siri com IA generativa e integração a aplicativos, mas enfrentou atrasos até 2026, com mudanças de liderança interna durante o processo.
  • A Alexa, após anunciar IA generativa em 2023, teve o lançamento adiado várias vezes e chegou à versão Alexa Plus com suporte a conversas em múltiplos turnos, rotinas autônomas e integração com Claude (Anthropic).

A Siri e a Alexa chegaram antes, no entanto acabaram ficando para trás na era da IA generativa. Ambas foram lançadas há anos e mantiveram trajetórias parecidas: pioneirismo, domínio inicial e atraso na transição para modelos de linguagem grandes.

A Siri foi apresentada pela Apple em 2011, integrada ao iPhone 4S. Em 2026, completou 15 anos sem cumprir plenamente a promessa de ajudar tarefas cotidianas sem exigir comandos específicos. Já a Alexa estreou em 2014, responsável por popularizar os smart speakers nos EUA, com participação de mercado expressiva por anos.

O que mudou com o ChatGPT

Em 2022, o ChatGPT acelerou a virada da IA, deixando o debate sobre assistentes de voz em segundo plano. A partir daí, ambas as marcas buscaram reestruturar seus produtos para competir em IA generativa, com promessas de maior contextualização e integração entre apps.

Siri: promessas e atrasos

A reformulação anunciada pela Apple ocorreu pela primeira vez no WWDC 2024, com a ideia de integrar a Siri à Apple Intelligence e a modelos de linguagem de grande porte. A proposta incluiu consciência de tela, contexto do usuário e ações em apps.

Entre 2025 e 2026, a Apple enfrentou uma sequência de adiamentos. Em 2025, o atraso foi confirmado, com relatos de testes internos e desenvolvimento interno de ferramentas inspiradas no ChatGPT. Em 2026, o lançamento foi reformulado para chegar por etapas.

Controle, mudanças de liderança e testes

Foi observado conflito entre equipes de IA e marketing, com disputas sobre prazos e promessas. John Giannandrea, responsável pela estratégia de IA, deixou a supervisão de Siri. A gestão passou a Craig Federighi e Mike Rockwell, com negociações para modelos externos.

Alexa: domínio à frente, atraso depois

A Alexa dominou o mercado de alto-falantes nos EUA com 70% de participação em 2022 e mais de 600 milhões de dispositivos vendidos até 2025. O ecossistema oferecia mais de 80 mil skills, sustentando a liderança por um tempo.

IA generativa e consequências

A reformulação anunciada em 2023 pela Amazon previa IA generativa e um lançamento para 2024. Em testes, surgiram problemas de respostas incorretas, levando a beta fechado e atraso contínuo. O objetivo foi manter o ritmo frente aos rivais.

Alexa Plus e novidades

A versão Alexa Plus chegou com suporte a conversas em múltiplos turnos, agendamento de consultas, reservas em restaurantes e rotinas domésticas autônomas. Integra modelos Amazon Nova e Claude da Anthropic para ampliar capacidades.

O custo do atraso e o que vem

O atraso impactou ações, percepção de inovação e confiança do consumidor. A Apple enfrentou ações coletivas ligadas a promessas não entregues; a Amazon viu o atraso consolidar a impressão de perder terreno para Google e OpenAI.

Agora, com Alexa Plus e a Siri reformulada, Apple e Amazon chegam à corrida com escala global. A dúvida permanece: chegaram a tempo de redefinir a relação entre usuários e IA?

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