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Frio eleva risco de infarto e AVC; saiba como se proteger

Frio eleva risco de infarto e AVC: infartos podem crescer até 30% e AVC até 20% quando termômetros ficam abaixo de 14°C, conforme especialistas

Frio aumenta risco de infarto e AVC; entenda por que o inverno exige mais cuidados com o coração — Foto: Adobe Stock
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  • Frio eleva o risco de infarto em até 30% e de AVC em até 20%, especialmente quando as temperaturas ficam abaixo de 14°C.
  • A queda de temperatura provoca vasoconstrição, aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, e torna o sangue mais viscoso, elevando o risco de coágulos e de eventos cardíacos.
  • Mudanças de hábitos no inverno, como queda na hidratação e aumento do sedentarismo, também ajudam a elevar o risco cardiovascular.
  • Grupos mais vulneráveis incluem idosos, pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagistas, quem tem obesidade e pessoas com doenças cardíacas.
  • Em caso de infarto ou AVC, procurar atendimento médico imediato é essencial: sinais incluem dor no peito, fraqueza ou dificuldade na fala, assimetria facial e dificuldade de respiração.

O frio aumenta o risco de infarto e AVC, segundo especialistas ouvidos pelo g1. A temperatura baixa provoca alterações no organismo que favorecem coágulos, elevam a pressão arterial e aumentam o esforço do coração. O inverno exige cuidados extras com o coração.

Dados do INC apontam que, no inverno, infartos podem subir até 30% e AVC até 20%, sobretudo quando as temperaturas ficam abaixo de 14°C. O cardiologista Roberto Kalil explica que o corpo prioriza o calor, o que eleva a sobrecarga cardíaca.

Durante o frio, ocorre vasoconstrição, que reduz o calibre dos vasos sanguíneos. Isso aumenta a pressão arterial e o trabalho cardíaco, além de elevar a frequência cardíaca. A desidratação, por menor consumo de água, também aumenta a viscosidade do sangue.

O frio também pode instabilizar placas de gordura nas artérias, elevando o risco de rompimento que leva a infarto ou AVC, segundo Kalil. A combinação de fatores fisiológicos amplia as chances de eventos graves.

Mudanças de hábitos no inverno reforçam o risco. Redução da prática de atividades, menos ingestão de água, mais calorias na alimentação e maior sedentarismo aparecem como componentes relevantes para o quadro cardiovascular.

Estudos internacionais reforçam a relação entre temperaturas baixas e infarto. Em 2024, estudo do Journal of the American College of Cardiology associou frio a maior risco de hospitalização por infarto na Suécia. Em 2025, espécies de dados na European Heart Journal corroboraram a mesma associação na China.

Grupos mais vulneráveis exigem atenção redobrada: idosos, hipertensos, diabéticos, com colesterol alto, tabagistas, com obesidade ou histórico de doença cardíaca. O frio pode impactar até quem controla a pressão, exigindo continuidade de tratamento médico.

Para evitar surpresas no inverno, é essencial manter hidratação adequada, alimentação balanceada e prática regular de atividades físicas, conforme orientação médica. A desidratação aumenta a hemoconcentração e o risco de coágulos.

Gripe e Covid-19 também influenciam o coração. Inflamações virais elevam o risco de alterações nas placas nas artérias. Estudos indicam que infecções respiratórias inflamam e podem favorecer coágulos que desencadeiam infarto ou AVC.

Sinais de alerta de infarto incluem dor no peito, irradiação para braço ou mandíbula, falta de ar, suor frio e tontura. Já os de AVC são de início súbito e incluem fraqueza facial, dificuldade de falar, confusão mental e desequilíbrio.

Caso haja suspeita de AVC, a neurologista Dra. Sheila Martins orienta: peça para sorrir, levantar os braços e falar uma frase simples; se houver dificuldade, acione o Samu (192) imediatamente. O tempo de resposta é crucial para reduzir danos.

Para reduzir riscos no inverno, recomenda-se manter o corpo aquecido com roupas, hidratar-se, evitar sedentarismo, seguir corretamente o tratamento médico e reduzir álcool e tabaco. Vacinas contra influenza, Covid-19 e pneumococo também ajudam, conforme indicação médica.

Hospitais relatam maior volume de atendimentos relacionados a infarto e AVC nos períodos frios. Especialistas destacam que a soma de alterações fisiológicas, hábitos e circulação de vírus explica o maior risco cardiovascular no inverno.

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