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Justiça condena mulher a quase 48 anos por tentativa de feminicídio

Mulher é condenada a 47 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio contra ex-companheira e agressão à filha; indenização de 15 mil a cada vítima

A mãe, foi estuprada enquanto dormia dentro da residência da família. O filho foi preso e um celular foi apreendido para as investigações - Metrópoles
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  • Mulher foi condenada a 47 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado por tentativa de feminicídio, após atacar a ex-companheira e a filha com faca em Populina, interior de São Paulo; também foi determinada indenização de R$ 15 mil para cada vítima.
  • O crime contra a ex-companheira teve motivação fútil e ocorreu na presença da filha, com agravante por envolver a menor.
  • O ataque contra a adolescente foi reconhecido como tentativa de feminicídio em contexto de violência doméstica; a vítima ficou internada cinco dias, fez cirurgias, ficou com cicatrizes permanentes e perdeu parte dos movimentos de uma das mãos.
  • A autora levou a filha da vítima e uma amiga a entregarem celulares para evitar que pedissem ajuda, e passou a atacar a adolescente pelas costas antes de agredir a ex-companheira ao acordar.
  • O caso ocorreu em julho de dois mil e vinte e cinco, motivado pela inconformidade com o término do relacionamento de cerca de três anos e com a nova relação da vítima.

Uma mulher foi condenada a 47 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado por tentativa de feminicídio, em Populina, interior de São Paulo. A decisão considera golpes de faca contra a ex-companheira e a filha da vítima, ocorridos em julho de 2025. A condenação é baseada em denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Cada vítima receberá indenização de R$ 15 mil.

Segundo o MPSP, o crime contra a ex-companheira teve motivação fútil e foi praticado para dificultar a defesa. A violência ocorreu na presença da filha, o que agravou a gravidade do episódio.

A agressão contra a adolescente foi reconhecida como tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica. Os ferimentos foram graves e a garota ficou internada por cinco dias, passou por cirurgias e ganhou cicatrizes permanentes.

De acordo com a denúncia, a acusada, inconformada com o fim do relacionamento de cerca de três anos, não aceitava a separação nem o início de uma nova relação pela ex-companheira. Ela deixou Ouroeste e foi até a casa da vítima em Populina, levando uma faca.

No local, obrigou a filha da vítima e uma amiga a entregarem seus celulares para impedir pedidos de ajuda. Em seguida, atingiu a adolescente com uma facada nas costas e confiscou o aparelho. Depois, invadiu a residência e desfechou novos golpes na ex-companheira, que havia acabado de acordar. A filha voltou a ser ferida ao tentar proteger a mãe.

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