- A Vara do Júri de Guarulhos pronunciou três policiais militares pela morte de Gritzbach, incluindo quatro circunstâncias qualificadoras e uma condenação potencial acima de cinquenta anos, além de duas tentativas de homicídio em relação a outras vítimas.
- O júri começa nesta segunda-feira, 22, para julgar o cabo Dênis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues e o tenente Fernando Genauro da Silva, com base no relatório do DHPP que aponta autoria e participação no crime.
- A acusação afirma que Gritzbach, delator do PCC, foi morto no desembarque do Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024, e que o atentado também matou o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, com mais duas tentativas de homicídio.
- Provas apontam uso de fuzis pelo grupo, pagamento possivelmente via criptomoedas e ligações entre os envolvidos; as defesas negam a participação ou a presença dos réus no local do crime.
- As defesas afirmam que cada um apresentará evidências de inocência, contestando as decisões do DHPP, enquanto a delegada sustentou as provas, incluindo imagens, dados de telefonia, vestígios de DNA e trajetos registrados.
O tribunal do júri de Guarulhos recebeu nesta segunda-feira os indicados pela morte de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC. Três policiais militares foram pronunciados pela morte do empresário e por um conjunto de outras agressões, com base na sentença da Vara do Júri.
A decisão aponta quatro qualificadoras no crime contra Gritzbach: motivo torpe, meio cruel, risco a terceiros e uso de arma de fogo de alto poder destrutivo. A pronúncia também enquadra as mortes do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais e as tentativas de homicídio contra dois outros alvos.
Os réus são o cabo Dênis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues e o tenente Fernando Genauro da Silva. A defesa sustenta que não havia provas suficientes de autoria ou presença no local do crime, e que o trio estaria em locais diferentes no dia do atentado.
O ataque ocorreu em 8 de novembro de 2024, no desembarque do Aeroporto de Guarulhos. Segundo o relatório do DHPP, Dênis e Ruan teriam disparado os tiros de fuzis; Genauro dirigia o veículo utilizado na fuga. A acusação atribui aos três participação direta no crime.
Segundo o Ministério Público, Gritzbach era gestor financeiro de criminosos do PCC e atuava para investidas envolvendo imóveis e criptomoedas. A investigação aponta que ele colaborava com o MP-SP em uma das principais investigações de crime organizado do país.
Provas e depoimentos
A delegada responsável pelo inquérito afirmou que as câmeras de segurança ajudaram a traçar o percurso dos suspeitos após o crime. Foram identificadas as fases do deslocamento, com vinculação de aparelhos celulares e dados de torpedos enviados após o crime.
Exames de DNA encontrados em itens no Gol usado na fuga indicaram forte ligação com Dênis e Ruan, conforme laudos da perícia. A análise também relacionou Genauro a trechos do trajeto entre a residência dele e o aeroporto, com horários compatíveis.
Em áudio de interrogatório, os advogados de defesa contestam as provas, enquanto a promotoria mantém a leitura de que há indícios suficientes de autoria. A Justiça ainda não divulgou data para o início do júri popular, que decidirá sobre a culpa ou inocência dos réus.
A decisão de pronúncia não encerra o caso; a fase seguinte envolve o julgamento pelo júri, com oitiva de testemunhas, perícias e novas argumentações. As defesas prometem apresentar novas informações para afastar a responsabilidade dos seus clientes.
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