- Três policiais militares — cabo Denis Antônio Martins, soldado Ruan Silva Rodrigues e tenente Fernando Genauro da Silva — começam júri em Guarulhos às 10h da segunda-feira, com sessão prevista até sexta-feira (26/6).
- Acusação sustenta participação dos três na execução do corretor Antônio Vinícius Lopes Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, com possível atuação de atiradores que desceram de um Volkswagen Gol; Fernando seria motorista de apoio logístico.
- Além de Gritzbach, o crime matou Celso Araújo Sampaio de Novais; também houve tentativas de homicídio contra Willian Souza Santos e Samara Lima de Oliveira, que sobreviveram.
- Investigações apontam ligações de Gritzbach com o PCC como operador financeiro; outros suspeitos citados, incluindo olheiros e mandantes, tiveram nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol.
- O cronograma prevê, neste começo de julgamento, ouvir vítimas sobreviventes e testemunhas, seguidos de depoimentos da defesa e interrogatórios dos three PMs, até a conclusão com debates, voto dos jurados e possível sentença.
Três policiais militares fazem parte de um júri que começa nesta segunda-feira para decidir a participação deles na execução do corretor de imóveis Antônio Vinícius Lopes Gritzbach. O julgamento ocorre no Tribunal do Júri de Guarulhos, às 10h, e deve se estender até sexta-feira (26/6). A vítima foi morta no desembarque do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, dias após iniciar delações envolvendo o PCC.
De acordo com a acusação, Denis Antônio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva teriam atuado na ação que resultou na morte de Gritzbach e de Celso Araújo Sampaio de Novais, motorista clandestino de aplicativo. O trio está preso no Presídio Militar Romão Gomes e responde pelos crimes de homicídio, além de tentativas, em relação a outras pessoas atingidas pelo ataque.
A denúncia aponta que Denis e Ruan teriam sido os atiradores, chegando ao local em um Volkswagen Gol e abrindo fogo diante de testemunhas. Fernando seria o motorista de apoio logístico, responsável por conduzir os executores até o aeroporto e pela fuga após o crime. Dados de GPS, imagens de câmeras, celulares e exames de DNA sustentam a presença dos três na cena.
Participação dos PMs e evidências
O processo detalha que Gritzbach era considerado ligado ao PCC como operador financeiro, com atuação em lavagem de dinheiro por meio de imóveis e criptomoedas. A investigação também envolve a relação entre o corretor e integrantes da facção, além de relatos de corrupção envolvendo policiais civis e membros do PCC.
Outros réus ligados ao caso permanecem fora do alcance da Justiça no momento, entre eles o olheiro Kauê do Amaral Coelho e os mandantes Emílio Castilho e Diego dos Santos Amaral. Nomes desses envolvidos já entraram em procedimentos da Difusão Vermelha da Interpol, com casos em tramitação separados.
O júri de Guarulhos envolve, ao todo, fases de reconhecimento de evidências, depoimentos de sobreviventes, investigações policiais e decisão final dos jurados, prevista para ocorrer até o final da semana. O objetivo é determinar se houve planejamento de uma execução contra o delator.
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