- O julgamento do caso será realizado no Tribunal do Júri em Imperatriz nesta segunda-feira, 22 de junho, após recursos da defesa.
- Jordélia Pereira Barbosa, esteticista, é acusada de enviar um ovo de Páscoa envenenado que matou duas crianças e deixou a mãe delas em estado grave.
- Vítimas: Luiz Fernando, 7 anos, Evelyn Fernanda Rocha Silva, 13 anos; Mirian Lira sobreviveu.
- O crime ocorreu na noite de 16 de abril de 2025; a motivação, segundo o Ministério Público, seria ciúmes envolvendo Mirian, ex-companheira da acusada.
- A investigação aponta viagem de trezentos e oitenta quilômetros de Santa Inês a Imperatriz; evidências incluem imagens de câmeras, registros de compras e laudos periciais; defesa pediu exame psicológico, que foi negado.
A esteticista Jordélia Pereira Barbosa será julgada pelo Tribunal do Júri nesta segunda-feira (22/6) pela acusação de ter enviado um ovo de Páscoa envenenado que matou dois irmãos e deixou a mãe delas em estado grave, em Imperatriz, Maranhão. A decisão ocorre após o fim dos recursos da defesa que tentaram anular o encaminhamento do caso ao júri.
Jordélia responde a dois homicídios consumados e a uma tentativa de homicídio contra Mirian Lira, que sobreviveu após dias internada em UTI. As vítimas fatais foram Luiz Fernando, 7 anos, e Evelyn Fernanda Rocha Silva, 13. A defesa pediu desclassificação dos crimes, mas os pedidos foram rejeitados.
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 16 de abril de 2025. Um motoboy entregou à família um ovo de Páscoa acompanhado de bilhete com a frase “Com amor, para Mirian Lira. Feliz Páscoa”.
Detalhes da investigação
Pouco tempo após o consumo, Mirian e as duas crianças passaram mal. Luiz Fernando morreu horas depois, e Evelyn faleceu em 22 de abril. Mirian sobreviveu após atendimento intensivo. A mãe era apontada como alvo principal, com motivação ligada a ciúmes em relação ao ex-companheiro de Jordélia.
A investigação indica que Jordélia viajou cerca de 380 quilômetros entre Santa Inês e Imperatriz para executar o plano. Imagens de câmeras, registros de compras, depoimentos e perícias ajudam a reconstruir a sequência dos fatos.
Repercussões e material coletado
A polícia também concluiu que, dias antes, a acusada tentou atingir Mirian no local de trabalho da vítima oferecendo chocolates, mas não obteve sucesso e mudou a estratégia para entregar o produto na residência.
Laudos periciais identificaram substância tóxica no chocolate consumido pela família e nos corpos das crianças. Vestígios da substância também foram encontrados em objetos apreendidos com Jordélia na prisão.
Ela foi presa dentro de um ônibus, tentando retornar a Santa Inês. Com a suspeita, a polícia apreendeu perucas, óculos, lentes de contato, um crachá falso, bilhetes de viagem, comprovantes da compra dos chocolates, luvas, máscaras e o frasco da substância.
Decisão judicial e próximos passos
Durante a instrução, a defesa pediu exame psicológico para avaliar inimputabilidade, pedido negado pelo juiz Glender Malheiros, da 2ª Vara Criminal de Imperatriz. A decisão que levou o caso ao júri manteve indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes, cabendo aos jurados deliberarem.
Entre na conversa da comunidade