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Associação alvo de ação por desconto ilegal registra 117 queixas

ASFEP acumula 117 ações por descontos indevidos em aposentadorias desde 2013, atingindo idosos de diversos estados e gerando reclamações sem solução

Associação alvo de ação por desconto ilegal acumula 117 queixas
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  • A ASFEP (Associação de Servidores Federais e Pensionistas) acumula 117 processos, sendo ré em cerca de 90% deles, com descontos indevidos como tema central.
  • Relatos no Reclame Aqui apontam vítimas de diferentes estados, incluindo idosos e responsáveis legais, com queixas que remontam a oito anos atrás.
  • Alguns exemplos citados citam descontos mensais de R$ 237,50, sem possibilidade de cancelamento ou esclarecimentos, e de R$ 103,24 por suposta contribuição não autorizada.
  • O padrão entre as ações é justamente o desconto não autorizado, mantendo-se sem resposta da associação para muitos denunciantes.
  • O caso mais recente, de 25 de abril de 2026, envolve uma aposentada de 74 anos de Lavras (MG) que afirma descontos desde 2013 e solicita cancelamento e documentos autorizativos.

A ASFEP, Associação de Servidores Federais e Pensionistas, está no centro de uma denúncia sobre descontos supostamente indevidos em aposentadorias. O caso foi revelado pela coluna e envolve prejuízos semelhantes aos registrados no escândalo dos descontos do INSS, embora apurados em inquéritos distintos.

A Coluna verificou relatos no Reclame Aqui de idosos e responsáveis legais de aposentadorias de diversos estados. As queixas descrevem descontos mensais que não teriam sido autorizados pela vítima, com valores variando, e dificuldade de contato para cancelamento.

Pelo menos 117 processos indicam a ASFEP como ré, em aproximadamente 90% deles, com o tema principal sendo descontos indevidos em folhas de pagamento. As denúncias remontam a mais de uma década, trazendo relatos de meses de cobrança não autorizada.

Descontos que se estendem por anos

A reclamação mais recente, de 25 de abril de 2026, envolve uma aposentada de 74 anos de Lavras (MG), professora da UFMG, que afirma descontos desde 2013. Ela solicita o cancelamento imediato e exige comprovação de autorização dos descontos.

A denunci dupla pede esclarecimentos e documentos que comprovem autorização assinada. Mesmo após a formalização da queixa, não houve resposta da associação conforme o relato da aposentada.

A reportagem indica que as vítimas são de cidades como São José dos Pinhais (PR) e Lavras (MG), entre outras, com relatos de descontos mensais de valores diferentes, mas com padrão semelhante de cobrança sem autorização.

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