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Caso Gritzbach: júri inicia julgamento de PMs por morte de delator do PCC

Júri popular em Guarulhos julga três policiais militares acusados de participação na morte de delator do PCC no aeroporto

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi assassinado a tiros no aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024
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  • Júri popular de Guarulhos começou nesta segunda-feira, 22, para três policiais militares acusados de participação na morte de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, fuzilado no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.
  • Os réus são Ruan Silva Rodrigues, Denis Antônio Martins e Fernando Genauro da Silva; Ruan e Denis seriam os atiradores que atingiram Gritzbach e outra pessoa, Celso Araújo Sampaio de Novais.
  • Gritzbach era delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) e, segundo a denúncia, havia acordo de delação premiada firmado em 24 de abril de 2024; o caso envolve ainda mortes de Cara Preta e Sem Sangue em 2021 ligadas a desvios de dinheiro.
  • Após o crime, o VW Gol dos suspeitos foi abandonado; mochilas com fuzis e roupas usadas foram deixadas no local e eles fugiram em ônibus, com apoio de um facilitador.
  • As defesas negam participação dos réus e afirmam que não estavam em Guarulhos no dia, alegando manipulação pela Polícia Civil e reiterando que os réus não tinham ligação com os mandantes.

O Tribunal do Júri de Guarulhos iniciou nesta segunda-feira o julgamento de três policiais militares acusados de participação na morte do corretor de imóveis Antonio Vinicius Lopes Gritzbach. O crime ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024, quando Gritzbach era delator do PCC. O julgamento deve se encerrar nesta sexta-feira.

Conforme a acusação, Ruan Silva Rodrigues e Denis Antônio Martins teriam efetuado os disparos que atingiram Gritzbach, causando sua morte conforme o laudo necroscópico. Além disso, os dois são apontados como autores dos tiros que atingiram outras pessoas na área de desembarque do terminal 2, o que resultou na morte do motorista Celso Araújo Sampaio de Novais. Fernando Genauro da Silva é apontado como quem conduziu o veículo e facilitou a fuga dos atiradores.

A acusação sustenta que Gritzbach atuava como gestor financeiro do PCC, envolvendo imóveis, laranjas e ativos em criptomoedas para dificultar rastreamento. O objetivo seria reaver valores desviados pelo grupo, estimados em milhões de reais, após desconfianças sobre a liquidez das criptomoedas. Em depoimentos contidos nos autos, há relatos sobre alinhavamento de uma operação para permitir a restituição de recursos.

Quem era Gritzbach e o que aconteceu

Segundo os autos, o crime teve vínculo com fraudes e lavagem de capitais vinculadas à organização criminosa. Investigações indicam uma sequência de eventos que levou à morte de dois integrantes do PCC atribuídos ao delatado. A motivação aparece associada à tentativa de controlar recursos vinculados às práticas ilícitas.

Após os disparos, o veículo VW Gol utilizado no crime foi abandonado na Rua Guilherme Lino dos Santos, em Guarulhos. As mochilas com os fuzis e as roupas utilizadas teriam ficado no local, segundo o Ministério Público. O grupo teria cruzado o trajeto até um ponto de ônibus e seguido para o terminal Cecap, onde supostamente ocorreu a fuga com apoio de uma terceira pessoa.

O que dizem as defesas

Antes do início do júri, os advogados que defendem os réus afirmaram que eles são inocentes e não estavam no local no dia do crime. Os juristas questionam a narrativa policial e sugerem manipulação de provas, alegando que há uma banda podre dentro da Polícia Civil envolvida no caso. A defesa de Genauro sustenta que o réu não estava em Guarulhos e não teve qualquer ligação com o crime.

Outro lado aponta que a defesa dos três policiais tenta demonstrar que não houve participação dos acusados nem ligação com os supostos mandantes. Os advogados destacam que os réus não possuem antecedentes criminais e nunca haviam respondido a processos anteriores, defendendo que as acusações teriam sido usadas para encobrir os verdadeiros responsáveis.

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