- Limitação funcional e perda de mobilidade, com dificuldade para realizar atividades diárias e descondicionamento muscular.
- Comprometimento psicológico, incluindo ansiedade, estresse, irritabilidade e insônia.
- Dependência de medicamentos e efeitos adversos após uso prolongado de analgésicos, anti-inflamatórios ou opioides.
- Alterações do sono e fadiga crônica, com insônia, sono fragmentado e cansaço diurno.
- Perda progressiva de força nas pernas e sinais que podem indicar compressão neurológica ou condição grave.
De acordo com dados recentes, as dores na coluna (cervical, torácica, lombar e pélvica) vão além do desconforto. Quando persistem por semanas ou meses, prejudicam a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias. O IBGE indica que, entre patologias crônicas, são a segunda mais prevalente no Brasil (13,5%), atrás apenas da hipertensão (14%).
A OMS projeta que 80% da população mundial sofrerá com esse tipo de enfermidade em algum momento. No Brasil, as dores na coluna são a principal razão de afastamento do trabalho, segundo o INSS. No país, mais de 20 milhões convivem com dores crônicas na coluna.
Fábio Wanderley, coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, ressalta que o sedentarismo e a má postura figuram entre os fatores contributivos. A seguir, o especialista descreve as cinco principais complicações associadas a dores constantes na coluna.
Principais complicações
#### Limitação funcional e perda de mobilidade
A dor persistente reduz a capacidade de atividades diárias como levantar, caminhar e curvar. Com o tempo, ocorre descondicionamento muscular e rigidez articular, ampliando a incapacidade.
#### Comprometimento psicológico
A dor crônica costuma alterar o humor, gerando ansiedade sobre episódios dolorosos e sensação de perda de controle. Pode haver irritabilidade, insônia e isolamento social.
#### Dependência de medicamentos e efeitos adversos
O uso prolongado de analgésicos, anti-inflamatórios ou opioides pode levar à tolerância e a efeitos colaterais sistêmicos. Doses maiores para alívio, abstinência e impactos gastrointestinais, renais ou cardiovasculares são comuns.
#### Alterações do sono e fadiga crônica
A dor atrapalha o sono, prejudicando a recuperação e ampliando a percepção do desconforto. Insônia, sono fragmentado e cansaço diurno prejudicam cognição, humor e rendimento diário.
#### Perda progressiva de força nas pernas
Sintomas como perda sensitiva significativa, dificuldade para urinar ou evacuar, e febre lombar podem indicar compressão neurológica, infecção ou outra condição grave. A avaliação médica é essencial.
Controle e manejo
A dor constante deve ser avaliada por um profissional de saúde para diagnóstico e plano de tratamento. O manejo tende a ser multidisciplinar: fisioterapia, controle farmacológico criterioso, apoio psicológico, educação sobre dor e, quando necessário, intervenções adicionais como bloqueios ou, em casos específicos, cirurgia.
Por Deiwerson Damasceno
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