- Um menor de idade teria sido um dos responsáveis por inserir mensagens de “ódio à humanidade” em alertas enviados aos celulares entre a noite de sexta-feira, 19, e a madrugada de sábado, 20.
- Segundo a Defesa Civil, as mensagens teriam sido distribuídas com credenciais de servidores públicos e instruídas por meio de um vídeo divulgado pela própria instituição como tutorial.
- Ao menos dez disparos chegaram a usuários de diversos estados, com nove utilizaram a tecnologia cell broadcast (alerta extremo) e um foi por mensagens de texto via SMS.
- Os estados afetados incluem São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e o Distrito Federal; uma das mensagens exibiu apenas a palavra “misantropia”.
- A PF abriu inquérito para apurar invasão ao sistema de notificações da Defesa Civil, visando identificar demais envolvidos, como quem acessou credenciais e quais crimes teriam ocorrido; há possibilidade de enquadramento pela Lei Antiterrorismo.
Um menor de idade estaria entre os responsáveis por inserir mensagens de “ódio à humanidade” em alertas de desastres enviados por celular. Os disparos ocorreram entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20). As mensagens chegaram a usuários de várias regiões do país.
Segundo a Defesa Civil, ao menos 10 disparos foram efetuados. Nove deles usaram a tecnologia cell broadcast, que aciona alertas sonoros de risco iminente. O décimo foi enviado por SMS. O objetivo e a extensão do incidente ainda estão sendo apurados.
Estados como São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e o Distrito Federal registraram recebimento dos avisos. Em uma das mensagens, apareceu apenas a palavra misantropia. A Defesa Civil informou que não autorizado publicava conteúdo nos alertas.
A polícia federal abriu um inquérito para apurar a invasão ao sistema nacional de notificações de desastres. O órgão já vinha registrando um procedimento preliminar. A investigação busca confirmar participação de outras pessoas e a obtenção de credenciais de servidores.
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Paraná sugeriu que o ato possa enquadrado na Lei Antiterrorismo. Como próximos passos, a PF investiga quais crimes teriam sido cometidos e quais outros suspeitos teriam ajudado na operação.
Entre as possíveis imputações estão invasão de dispositivo informático de defesa civil, atentado contra serviço de utilidade pública e interrupção ou perturbação de serviço de informação de utilidade pública. As penas variam conforme o tipo penal comprovado.
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