- O Ministério Público do Distrito Federal abriu inquérito civil para cobrar os contratos de publicidade firmados por Neymar Jr e Virgínia Fonseca com a Blaze, empresa de apostas esportivas.
- O foco é suspeita de prática abusiva e publicidade enganosa, com atenção especial à cláusula que faz menção a “renda extra”.
- Neymar e Virgínia não são investigados no inquérito até o momento; a apuração envolve a Blaze, uma das maiores plataformas de apostas no país.
- O MP também pediu descrição detalhada dos procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, incluindo critérios e fluxos de análise.
- A Promotoria estima que a Blaze tenha faturado cerca de R$ 600 milhões em 2025, com possibilidade de condenação por dano moral coletivo de até R$ 120 milhões.
O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) abriu um inquérito civil para cobrar a divulgação dos contratos de publicidade firmados pelo jogador Neymar Jr e pela influenciadora Virgínia Fonseca com a plataforma de apostas Blaze. A investigação apura possível prática abusiva e publicidade enganosa voltada aos consumidores. O promotor Paulo Binicheski atua para obter integralmente os contratos, com especial atenção às diretrizes de marketing e a cláusula que menciona a expressão renda extra.
Segundo informações apresentadas por Elijonas Maia, analista de Segurança Pública citado durante a transmissão da CNN Brasil, a apuração envolve questões de proteção ao consumidor e da relação entre apostas esportivas e publicidade. A ideia é esclarecer as condições de divulgação utilizadas pela Blaze e eventuais falhas de comunicação com os usuários.
Até o momento, Neymar e Virgínia Fonseca não estão sendo investigados no âmbito do inquérito; a focalização ocorre sobre a Blaze, uma das maiores plataformas de apostas esportivas do país. A apuração também investiga indícios de publicidade enganosa na captação de clientes por meio das redes sociais.
Investigação e pedidos do MP
O Ministério Público pediu, ainda, o detalhamento dos procedimentos de abertura, manutenção, bloqueio e encerramento de contas de usuários, incluindo critérios objetivos e fluxos de análise internos, bem como os mecanismos de comunicação com o consumidor. A ação aponta para necessidade de esclarecer como a plataforma trata dados e acessos.
O MPDFT estima que a Blaze tenha faturado cerca de R$ 600 milhões em 2025. Com base nesse valor, passa a existir a possibilidade de responsabilização por dano moral coletivo, cuja estimativa pode chegar a até R$ 120 milhões. A Blaze não se manifestou até o momento, segundo apuração da CNN.
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