- Mulher de 62 anos foi resgatada em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, após quase cinquenta anos em condições análogas à escravidão.
- Ela foi levada para a casa de uma mesma família aos 12 anos com a promessa de estudar e nunca frequentou a escola.
- Durante quase cinco décadas, não teve direitos nem autonomia, passou fome em alguns momentos e não recebia salário, mesmo após a aposentadoria.
- Após o resgate, a vítima recebeu acompanhamento médico e psicológico; a sobrinha, que prefere não ser identificada, relata isolamento e ausência de autonomia para fazer compras e ter amigos.
- O caso está em investigação pelo Ministério Público do Trabalho.
Uma mulher de 62 anos foi resgatada em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, após quase cinco décadas em trabalho doméstico na mesma casa. A atuação envolve condição análoga à escravidão, com jornada exaustiva, restrição de liberdade e ausência de direitos trabalhistas. O caso ganhou apoio do Ministério Público do Trabalho, que investiga as circunstâncias que levaram à manutenção da situação por tanto tempo.
A vítima, que chegou à família aos 12 anos sob a promessa de estudar, nunca frequentou a escola e permaneceu ligada ao serviço doméstico por quase 50 anos. Não recebia salário, não tinha autonomia para decisões simples e enfrentava dificuldades alimentares. Mesmo após a aposentadoria, continuou trabalhando e passou a cuidar de uma pessoa acamada sem remuneração.
A sobrinha da vítima, que pediu para não ser identificada, relatou que a família estranhava o isolamento da jovem e a falta de convivência social. A vítima recebeu atendimento médico e psicológico e permanece sob acompanhamento. O caso está sob investigação para apurar responsabilidades.
Investigação em curso
- Dados do Ministério Público do Trabalho indicam que, no ano passado, 2.772 pessoas foram resgatadas em condições de trabalho análogo à escravidão no Brasil.
- As equipes vão apurar como se manteve a situação por tanto tempo e se houve violação de direitos trabalhistas de outras pessoas na mesma residência.
- A unidade de Bragança Paulista não informou detalhes adicionais sobre possíveis suspeitos ou medidas administrativas até o momento.
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