- Em um teste de velocidade média na BR-101, entre Jaguaré e Linhares, Espírito Santo, 10% dos motoristas excederam o limite de 60 km/h em um trecho de 23 km.
- Ao todo, 51 veículos foram flagrados acima da velocidade; 53% estavam acima de 50% do permitido, configurando infração gravíssima com multa de R$ 880,41 e 7 pontos na CNH, com suspensão.
- Um veículo chegou a 124 km/h, em média, no trecho entre Sooretama e Linhares.
- O experimento não gerou multas, apenas abordagem educativa pela Polícia Rodoviária Federal; o trecho conta com quatro radares e um software para cálculo da média entre dispositivos.
- A prática é discutida como medida para reduzir acidentes e o “efeito canguru”; ainda não é regra no Brasil e tramita como projeto (PL 722/2024) sem previsão de votação para 2026.
O teste de velocidade média, realizado na BR-101, no Espírito Santo, mostrou que cerca de 10% dos motoristas que passaram por um trecho de 23 km extrapolaram o limite da via. A fiscalização ocorreu entre Jaguaré e Linhares.
A atividade ocorreu no dia 26 de maio, das 9h30 às 12h30, no trecho entre os quilômetros 102 e 125. O limite de velocidade é de 60 km/h, devido à presença da reserva biológica de Sooretama e ao trânsito de animais silvestres.
Ao todo, 51 veículos excederam a velocidade na média calculada. Entre eles, 53% estavam acima de 50% do limite, classificação que configura infração gravíssima, com multa de 880,41 reais e 7 pontos na CNH, além de suspensão.
Um exemplo destacado foi uma picape que atingiu 124 km/h na média entre Sooretama e Linhares. O teste contou com a participação da Ecovias Capixaba, responsável pela rodovia, e da Polícia Rodoviária Federal.
Contexto e finalidade da fiscalização
A ação foi educativa, sem aplicação de multas no momento, e teve apoio de policiais rodoviários federais. O objetivo é verificar o desempenho de medição da velocidade média e reduzir o efeito canguru, em que o motorista desacelera apenas na passagem por radar.
O recurso de velocidade média já é utilizado em outros países europeus. No Brasil, projetos sobre o tema tramitaram na Câmara desde 2015, mas ainda não viraram regra no CTB. O PL 722/2024 está na Comissão de Finanças e Tributação, sem previsão de votação em 2026.
A Senatran acompanha o tema, enquanto a ANTT diz que a ideia exige análise técnica especializada, com foco em segurança viária, sinalização e padronização de procedimentos. A agência afirma que poderá subsidiar futuras manifestações institucionais.
No local, foram instalados quatro radares tradicionais, complementedos por um software que calcula a média entre leituras de placas. O coordenador de tráfego da Ecovias Capixaba, Carlos Eduardo Diniz, ressalta que o trecho apresenta risco de acidentes e passagem de animais de grande porte.
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