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Viúva de motorista de aplicativo fala sobre perda após ataque a delator do PCC

Viúva de motorista morto em ataque ao delator do PCC no aeroporto de Guarulhos relata perdas, dificuldades financeiras e início do júri de três PMs

Viúva de Celso Novais relata dificuldades após a morte do marido em ataque que também vitimou Antônio Vinicius Gritzbach
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  • A viúva de Celso Araújo Sampaio de Novais, motorista de aplicativo morto no atentado, disse que perdeu o companheiro de vida e o sustento da família, após o ataque que também deixou outras duas pessoas feridas no Aeroporto de Guarulhos.
  • Celso, de 41 anos, foi morto com tiros nas costas durante a emboscada a delator do PCC, Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, em 8 de novembro de 2024; Celso deixou três filhos.
  • A família esteve presente no início do julgamento dos três policiais militares acusados de participação no crime, iniciado em 22 de novembro na Vara do Júri de Guarulhos.
  • A viúva relatou que Celso ligou poucas dezenas de minutos antes do ataque para dizer que tinha conseguido dinheiro para pagar a parcela de um Jeep Renegade; ele ainda ligou de novo após o atentado, mas não houve tempo de contato.
  • Os defensores dos policiais alegam inocência e tentam desmontar a versão da acusação, afirmando que houve uma armação da Polícia Civil para encobrir os verdadeiros autores.

Depois da morte do delator Antônio Vinicius Lopes Gritzbach e do motorista Celso Araújo Sampaio de Novais, ocorrida em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, família enfrenta consequências duradouras. A viúva, Simone Dionízio Fernandes Novais, descreve a perda como a ruptura de uma trajetória comum. O ataque também deixou feridas outras pessoas no terminal.

Celso, 41 anos, morreu após receber disparos nas costas, durante o desembarque no aeroporto. A família afirma que ele buscava sustento para os filhos, com planos de comprar um Jeep Renegade. A viúva conta que Celso ligou para avisar que já havia conseguido dinheiro naquele dia.

Nesta segunda-feira, 22, começou o julgamento dos três policiais militares acusados de participação no atentado. O tribunal ocorre na Vara do Júri de Guarulhos, na Grande São Paulo, com previsão de seguir até sexta-feira. Três pessoas morreram no ataque, além de ferimentos a outras duas.

O que aconteceu e quem está envolvido

Simone testemunhou por volta das 11h, relatando a última ligação de Celso e a angústia de ver os filhos pedindo pelo pai. Ela também relatou dificuldades financeiras após a morte do marido, inclusive a devolução do carro por não conseguir quitar as parcelas.

Os réus, todos PMs, afirmam inocência. A defesa sustenta que os acusados foram alvo de uma armação da Polícia Civil, que investiga o caso. O júri terá a tarefa de avaliar as provas apresentadas pela acusação e pela defesa.

Direitos e desdobramentos

A mãe de Celso viajou de Brasília para acompanhar o julgamento, afirmando que busca justiça para o filho e para Vinícius, o delator. Familiares lotaram o plenário, enquanto jornalistas acompanhavam o depoimento e a sessão.

Durante o depoimento, a família relatou impactos emocionais, incluindo abalo psicológico e afastamento do trabalho de Simone. Ela comentou que tem cuidado de três filhos enquanto enfrenta a ausência do marido.

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