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Empresário é indiciado por fraude na obtenção de vistos para EUA em BH

Empresário indiciado por estelionato em suposto golpe de vistos para Estados Unidos; duas vítimas pagaram R$ 2.974 e acreditaram em agendamentos inexistentes

O objetivo delas era conseguir os vistos para acompanhar partidas da Copa do Mundo de Futebol
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  • Um empresário de 37 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais por estelionato, suspeito de fraude na obtenção de vistos para os EUA em Belo Horizonte.
  • Duas vítimas pagaram, juntas, R$ 2.974,00 por supostos agendamentos de entrevistas consulares que nunca ocorreram.
  • As vítimas chegaram a viajar até Brasília para as supostas entrevistas, mas não havia nenhum agendamento registrado em seus nomes.
  • A prática seria habilitada pela empresa do suspeito, que existia com CNPJ ativo e contas empresariais, para dar aparência de legalidade aos negócios.
  • A Justiça foi acionada para aplicar medidas cautelares, incluindo suspensão temporária das atividades da empresa e afastamento do investigado; o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.

O empresário de 37 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por estelionato, após conclusão de um inquérito que apurou fraude na obtenção de vistos para os Estados Unidos em Belo Horizonte. A investigação começou com denúncias de duas vítimas que disseram ter pago por supostos agendamentos consulares que nunca foram realizados.

Segundo a polícia, o suspeito atuava como sócio-administrador de uma empresa de assessoria consular e prometia a obtenção dos vistos para ingresso nos EUA. Os pagamentos foram efetuados por transferências para uma conta empresarial vinculada à empresa investigada.

As vítimas desembolsaram juntos R$ 2.974 ao serem informadas sobre supostos agendamentos de entrevistas na embaixada americana. Elas viajaram para Brasília para comparecer às supostas entrevistas, mas constataram que não havia nenhum agendamento registrado em seus nomes.

A investigação analisou comprovantes bancários, documentos empresariais, mensagens trocadas por aplicativos e outros elementos, indicando participação direta do investigado nos serviços oferecidos. A empresa teria sido usada para conferir aparência de legalidade às negociações, com CNPJ ativo e contas empresariais.

Além do indiciamento, a PCMG pediu à Justiça medidas cautelares, incluindo suspensão temporária das atividades da empresa e afastamento do suspeito da administração. O objetivo é impedir continuidade das supostas práticas.

O caso é apurado pela 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, em Belo Horizonte. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que irá analisar as medidas e adotar as providências cabíveis.

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