- Vilmar Pereira da Silva, 49 anos, faleceu na recepção da Unidade de Pronto Atendimento do Recanto das Emas, em uma cadeira de rodas.
- A gestão do Iges-DF disse que ele não procurava atendimento médico, mas abrigo, água e banheiro; houve entrevista na entrada.
- O instituto abriu sindicância interna e já iniciou oitivas; a população deverá receber um retorno técnico sobre o andamento.
- Segundo a presidente do Iges-DF, existem registros de atendimentos anteriores e uma condição crônica de etilismo; não há como comentar o que ocorreu até o laudo do IML.
- Desde a chegada da atual gestão, foram contratados 195 profissionais e implementado um modelo de safety estruturado para melhorar o fluxo e a eficiência das 13 UPAs.
Após a morte de um homem na recepção da UPA do Recanto das Emas, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) afirmou que vai apurar o caso e manter a população informada sobre o andamento da sindicância. Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, faleceu sentado em uma cadeira de rodas na área de espera da unidade, no último sábado.
A gestão do Iges-DF explicou que Vilmar não procurava atendimento médico naquele dia, mas utilizava a unidade como abrigo informal, conforme relatos recebidos pela equipe da UPA. O instituto ressaltou que a sua conduta já era conhecida pela equipe, que ofereceu água e registrou o atendimento sem encaminhamento clínico naquele momento.
A diretoria informou que iniciou um processo administrativo para apurar todas as fases do ocorrido, desde a entrada até o desfecho trágico. Em entrevista a veículos parceiros, a presidente Eliane Abreu disse que as oitivas já começaram e que, ao término da sindicância, haverá retorno técnico à população com os resultados apurados. A gestão enfatizou ainda o alinhamento com a Secretaria de Saúde e com a governança para esclarecer os fatos.
A equipe do Iges-DF destacou que Vilmar costumava ser atendido nas UPAs em situações de vulnerabilidade social e que sua rotina incluía buscar abrigo, água e atendimento básico quando necessário. O órgão informou que há registro no prontuário de todos os atendimentos realizados na unidade e que não comenta hipóteses sobre o óbito até a conclusão do laudo do IML. Desde a nomeação da nova presidência, o instituto tem promovido ajustes operacionais, incluindo a contratação de 195 profissionais para reforçar as UPAs, e implementado reuniões rápidas para melhorar a fluidez do atendimento.
Apuração e próximos passos
O Iges-DF afirmou que manterá transparência durante o andamento da sindicância e que o retorno à população será técnico e detalhado assim que possível, sem antecipar conclusões. A gestão tem realizada entrevistas com todos os envolvidos e reforça o compromisso com a melhoria da assistência nas 13 UPAs sob sua gestão.
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