- Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, foi condenada pelo júri popular no Maranhão a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime inicial fechado, pelos crimes de duplo homicídio qualificado consumado e a tentativa de homicídio qualificada.
- As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, e a mãe Mirian Lira Rocha, que recebeu a tentativa de homicídio qualificada.
- O crime ocorreu em Imperatriz, no mês de abril de 2025, quando Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado para a casa da família.
- O Conselho de Sentença entendeu que houve motivo torpe, veneno e dissimulação, com planejamento que incluiu deslocamento de Santa Inês para Imperatriz, uso de disfarces e monitoramento da rotina das vítimas.
- A condenada terá de pagar indenização de 500 salários mínimos (100 para Mirian e 400 para os pais das crianças) e continuará presa, sem direito a recorrer em liberdade.
Jordélia Pereira Barbosa, 35 anos, foi condenada em júri popular no Maranhão a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime fechado. A pena foi fixada por duplo homicídio qualificado consumado contra Luiz Fernando Rocha Silva, 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, 13, e por tentativa de homicídio qualificado contra a mãe das crianças, Mirian Lira Rocha. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (22), na comarca de Imperatriz.
A defesa e a acusação apresentaram suas versões, mas o Conselho de Sentença considerou que Jordélia agiu com motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. O crime teve continuidade com a prática de homicídio qualificado triplo contra Mirian, por envolver dolo e risco real. A ré também deverá pagar indenização de 500 salários mínimos, sendo 100 para Mirian e 400 aos pais das crianças.
Conforme a denúncia, Jordélia enviou um ovo de Páscoa envenenado à residência da família, em Imperatriz, na Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense, em abril de 2025, com a intenção de cometer o crime. O episódio levou à hospitalização de Mirian e de Evillyn, com o óbito de Luiz Fernando ocorrendo no dia seguinte.
O que levou ao crime
O juiz da 3ª Vara Criminal, Fábio da Costa Vilar, manteve a prisão da condenada e negou a liberdade provisória. Jordélia, segundo as investigações, viajou de Santa Inês a Imperatriz, deslocando-se disfarçada e com identidade falsa, hospedando-se em hotel e monitorando a rotina das vítimas antes da ação.
Os investigadores indicaram que a perícia confirmou o uso de veneno no ovo. O mototaxista responsável pela entrega à família não tinha conhecimento do conteúdo. Jordélia foi presa no dia 17, em um ônibus de retorno, com a peruca, óculos e demais itens do disfarce identificados nas imagens de segurança.
Desdobramentos e acompanhamento
O Ministério Público, representado pelos promotores Tiago Quintanilha Nogueira e Gabriele Gadelha Barboza de Almeida, acompanhou o caso até a condenação. A defesa ainda não teve retorno público sobre o veredito. A CNN Brasil informou que tenta contato com a defesa, com espaço ainda aberto.
Relembre o caso
O ovo de Páscoa foi entregue na casa de Mirian no dia 16 de abril. Três membros da família consumiram o doce, apresentando mal-estar. Luiz Fernando faleceu no dia seguinte, Evillyn ficou internada na UTI e Mirian teve alta após tratamento. As investigações apontaram a participação de Jordélia na entrega e no planejamento.
Início das investigações
Ainda nos primeiros interrogatórios, a Polícia Civil indicou a suspeita sobre Jordélia. Ela teria se deslocado mais de 400 quilômetros entre Santa Inês e Imperatriz para executar o crime, com o objetivo de encobrir a ação por meio de disfarce. A prisão ocorreu logo após a identificação das evidências.
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