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Operação prende dois advogados suspeitos de vazar informações do Judiciário ao PCC

Advogados são presos suspeitos de invadir sistemas do Judiciário, vazar dados sigilosos ao PCC e ameaçar testemunhas, em operação conjunta com TJSP e CNJ

Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo investiga a invasão
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  • Ministério Público de São Paulo prendeu dois advogados suspeitos de invadir o sistema do Judiciário e vazar informações para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Os investigadores dizem que os advogados invadiram credenciais de um promotor de Justiça para acessar processos com sigilo.
  • Informações sigilosas de processos judiciais e investigações policiais foram acessadas e, segundo a acusação, usadas para ameaçar testemunhas e influenciar investigações.
  • A investigação aponta parceria entre os advogados e membros do PCC, que teriam obtido acesso a dados estratégicos do sistema de Justiça.
  • A operação contou com apoio do Tribunal de Justiça de São Paulo e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); ainda são apuradas outras pessoas envolvidas.

O Ministério Público de São Paulo prendeu dois advogados suspeitos de invadir o sistema do Judiciário e vazar informações sigilosas para o PCC. A ação ocorreu nesta quarta-feira (23) e envolveu mandados de prisão temporária, além de buscas e apreensão em São Paulo. Segundo a investigação, eles teriam acessado credenciais de um promotor para chegar a processos protegidos por sigilo.

Os investigadores apontam que os advogados acessaram informações de processos judiciais e de investigações policiais, incluindo dados de investigados e testemunhas. As informações vazadas teriam sido usadas para ameaçar testemunhas e influenciar investigações.

A apuração indica parceria com membros do Primeiro Comando da Capital, que teria obtido acesso a dados estratégicos do sistema de Justiça para planejar ações criminosas. As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.

A operação contou com apoio do Tribunal de Justiça de Sao Paulo e do Conselho Nacional de Justiça. Os advogados detidos foram conduzidos à sede do MP para prestar depoimento. A ação é destacada como uma das maiores invasões de sistemas já registradas no Brasil.

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