- A Rádio Nacional completa noventa anos em 2026, marcando-se pela proposta de representar o país com uma programação inovadora desde o início.
- Foi instalada no Edifício A Noite, símbolo modernista da cidade, e herdou o nome do jornal da empresa que a criou.
- A primeira transmissão ocorreu em 1936, com Luar do Sertão e voz de Celso Guimarães, em um evento acompanhado por autoridades e elite financeira da capital federal.
- O alcance nacional veio com as ondas curtas, após a estatização pelo governo Getúlio Vargas, ampliando a audiência para além dos estados.
- Entre as inovações, destacou-se o “programa montado” e a criação de uma grade com música, informação, esporte, publicidade e humor, além de uma equipe inicial de menos de trinta pessoas.
A Rádio Nacional celebra 90 anos em 2026, tal como descrito na série 90 anos em 90 histórias. Criada pela Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, a emissora nasceu na era das rádios de massa, com a pretensão de representar o Brasil de forma ampla. A instituição ficou instalada no Edifício A Noite, o primeiro arranha-céu do Rio de Janeiro.
A proposta inicial foi inovadora: apresentar uma grade de programação com espaços curtos e formatos ainda não convencionais no país. O objetivo era alcançar o público em uma época em que grande parte da população era analfabeta e o rádio era visto como ponte de acesso à informação.
Sede icônica
A Nacional funcionou no Edifício A Noite, marco da arquitetura brasileira e símbolo de modernidade da cidade. O prédio ficou ligado à emissora por mais de sete décadas, até se tornar um patrimônio histórico nacional. Hoje o local é tombado pelo Iphan.
A primeira transmissão ocorreu em 1936, com a abertura da faixa Luar do Sertão às 21h. A voz inaugural foi de Celso Guimarães, então diretor de broadcasting, anunciando a Rádio Nacional do Rio de Janeiro. A cerimônia contou com ministros e membros da elite da capital.
Alcance e evolução
O objetivo de alcançar além das fronteiras do estado já estava presente desde o nascimento. A Nacional pretendia estender sua audiência para a Amazônia e o Centro-Oeste, ainda que dependesse das ondas curtas para ampliar o alcance nacional. A estatização, com o governo de Getúlio Vargas, ampliou esse território.
Inovações no rádio
Nos primeiros anos, a estrutura era enxuta: duas seções, menos de 30 profissionais e uma programação fragmentada com blocos de 15 minutos. A chegada de Henríque Foréis Domingues, conhecido como Almirante, gerou mudanças marcantes, com o conceito de “programa montado” e formatos mais variados.
O repertório musical ganhou destaque com Radamés Gnattali, que experimentou formações distintas quando muitos artistas ainda não exploravam a música brasileira de modo amplo. A equipe qualificada elevou o padrão profissional da emissora e ajudou a moldar a identidade da Nacional.
A programação evoluiu para uma grade que passou a combinar música, informação, esporte, publicidade e humor. Essa diversificação estabeleceu as bases da identidade da emissora, consolidando sua presença em diferentes temas e formatos ao longo das décadas.
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