- A Anvisa intensifica a fiscalização e atualiza regras para regularização de alisantes no Brasil, proibindo ingredientes nocivos e exigindo registro técnico para os produtos.
- O formol continua proibido desde 2009; mesmo assim, em 2019 ainda foi encontrado em salões, e o ácido glioxílico, usado como substituto, ganhou atenção por riscos à saúde.
- De acordo com o Informe de Segurança GGMON nº 03/2025, apenas alguns ativos são permitidos em alisantes registrados, como ácido tioglicólico e seus sais, hidróxidos específicos, sulfitos, bissulfitos inorgânicos, pirogalol e ácido tiolático.
- Regras em vigor: Instrução Normativa nº 22 (abril de 2023) e RDC nº 906 (setembro de 2024) formalizam requisitos técnicos para regularização de cosméticos alisantes; uso de formol é infração sanitária grave.
- Para verificar se um alisante é regular, basta consultar o número de processo na Anvisa (na embalagem) pelo portal de consultas; fique atento a produtos sem registro, com cheiro de formol ou origem duvidosa.
A Anvisa anunciou novas medidas para regularização de alisantes capilares no Brasil. O objetivo é intensificar a fiscalização, proibir ingredientes nocivos e reforçar as exigências de registro de produtos no mercado nacional. A atualização ocorre em meio ao crescimento significativo do setor de alisamento, estimulado por consumidores que buscam cabelos lisos e com brilho.
O tema envolve autoridades sanitárias, fabricantes, profissionais de salões e consumidoras. Remetente das mudanças, a agência destaca riscos à saúde associados a alisantes irregulares e ressalta a necessidade de conformidade com normas técnicas e de segurança.
Contexto regulatório
Desde 2009, o formol foi banido como ativo de alisamento. Em 2019, porém, fiscais estaduais ainda encontraram uso de formol em salões. Com o ácido glioxílico surgindo como substituto, a Anvisa intensificou a fiscalização para evitar substituições inseguras.
Os riscos são comprovados por estudos: o formol é classificado como carcinogênico pela IARC e pode provocar irritação respiratória e queimaduras no couro cabeludo. Ao contrário, o ácido glioxílico libera vapores tóxicos quando aquecido e já se associou a casos graves de nefropatia cristalina.
Avanços e casos emblemáticos
Em abril de 2025 ganhou repercussão a internação de uma consultora cearense após uso de alisante com ácido glioxílico, reacendendo o debate sobre segurança. Além de impactos à saúde, produtos irregulares causam danos aos fios, como quebra, ressecamento e perda de queratina.
A Anvisa atualizou o marco regulatório com a Instrução Normativa nº 22, em 2023, que barrou o ácido glioxílico como ativo de alisamento. Em 2024, a RDC 906 consolidou requisitos técnicos para regularização de cosméticos alisantes no país.
Ingredientes permitidos e cumprir regras
Em julho de 2025, o Informe de Segurança GGMON nº 03/2025 reforçou que apenas alguns ativos estão permitidos: ácido tioglicólico e seus sais, ésteres do tioglicólico, hidróxidos e alguns sais inorgânicos, bissulfitos, pirogalol e tiolatos. Adicionar formol continua considerado infração sanitária grave e pode ser crime.
França recomendou à União Europeia, em janeiro de 2025, limitar ou proibir produtos de alisamento brasileiro com ácido glioxílico, após alerta da agência francesa ANSES. A cooperação internacional acompanha o cenário nacional.
Produto regulado como exemplo
Como referência prática, o Fiber Uberliss, da Avlon do Brasil, já possui registro Anvisa válido. O ativo principal é derivado do ácido glioxílico, ligado à carbocisteína, e afirma aprovação da Anvisa para uso alisante. A linha Uberliss é classificada como Grau 2, com registro ativo.
Esse caso demonstra a diferença entre registros formais, com avaliação de segurança, e alisantes sem controle sanitário. A orientação é verificar, sempre, o status regulatório de qualquer produto antes do uso.
Como verificar o registro
Profissionais e consumidoras podem consultar o registro na Anvisa de forma gratuita. A busca deve ser feita pelo número de processo, sempre presente na embalagem, ou pelo nome do produto. Caso não haja registro, o produto é considerado irregular.
A Anvisa orienta desconfiar de alisantes com cheiro de formol, origem duvidosa, embalagem sem informações ou preço muito baixo. A orientação é priorizar produtos com registro vigente para proteção à saúde.
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