- Um médico veterinário, de 41 anos, e uma dentista, de 34, serão levados ao Tribunal do Júri no Espírito Santo na quinta-feira (25), a partir das 13h, acusados de torturar e matar um morador de rua em agosto de 2021.
- A vítima foi encontrada amarrada, com tiro na cabeça, perfurações pelo corpo e as duas pernas quebradas. A mulher, que mantinha relacionamento com o veterinário, acionou o namorado após suspeitar de furto cometido pela vítima.
- As prisões ocorreram apenas em 2024: o veterinário foi preso pela Polícia Federal; uma denúncia anônima o conectou ao crime, levando à prisão da dentista, que também virou ré no caso.
- Segundo a Polícia Civil, o crime teria começado na clínica da dentista, com o furto visto pelas câmeras, seguido do sequestro, deslocamento no Fiat Toro da dentista e execução final no local indicado.
- A dentista é acusada de tentar atrapalhar o depoimento de uma testemunha; o veículo usado foi vendido três dias após o homicídio, apontando possível envolvimento. A defesa da dentista classifica as acusações como equívocos; o advogado do veterinário não teve retorno.
Um médico veterinário, de 41 anos, e uma dentista, de 34, serão levados ao Tribunal do Júri nesta quinta-feira (25) no Espírito Santo. Eles são acusados de torturar e matar um morador de rua em agosto de 2021. O julgamento está marcado para começar às 13h.
A vítima foi encontrada amarrada, com um disparo na cabeça, perfurações corporais e as duas pernas quebradas. Segundo a Polícia Civil, os dois mantinham relacionamento amoroso na época do crime, e a mulher acionou o namorado ao suspeitar de furto.
Após o inquérito, as prisões oficiais ocorreram apenas em 2024. O veterinário foi preso primeiramente, em operação da Polícia Federal, após denúncia anônima o ligar ao homicídio de 2021. A dentista teve a prisão decretada na sequência, passando a responder ao processo por homicídio.
A investigação indica que a dentista, ao perceber o suposto furto pela câmera da clínica, acionou o namorado e eles teriam rendido a vítima. O corpo foi encontrado com sinais de tortura e o criminoso teria utilizado um Fiat Toro, veículo da dentista, para deslocar a vítima até o local da execução.
Os investigadores apontam que o veículo utilizado foi vendido três dias após o crime, o que elevou as suspeitas sobre a participação da dentista. Já o veterinário possuía histórico criminal, com registros por extorsão e ameaça, além de ter se apresentado como policial armado em ocasiões anteriores.
Durante as investigações, a dentista foi acusada de tentar dificultar o depoimento de testemunha. O delegado responsável pelo caso explicou a gravidade das tentativas de obstrução. A defesa da dentista informou que a acusação decorre de equívocos e que a cliente é inocente.
O caso segue em tramitação. A CNN Brasil buscou contato com a defesa do veterinário, mas não houve confirmação até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para esclarecimentos oficiais.
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