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Durante a Copa, lembrança de Luiz Gama e Machado de Assis faz parte do jogo

Biografias revisitam Luiz Gama e Machado de Assis, ambos nascidos em 21 de junho, destacando seus legados na abolição e na literatura e o peso de suas trajetórias

Tom Farias
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  • Luiz Gama e Machado de Assis nasceram no dia vinte e um de junho; Gama nasceu em 1831, em Salvador, e Machado em 1839, no Rio de Janeiro, conectando história negra e cultura brasileira.
  • Gama foi referência do direito abolicionista, atuando pela libertação de pessoas traficadas e pela abolição e república no Brasil.
  • Machado de Assis destacou-se pela ironia e crítica social em suas obras, revelando o ridículo do período escravocrata.
  • Duas biografias novas destacam a herança africana de ambos: As Origens Perdidas de Luiz Gama, com dados sobre a mãe e a vida early, e Machado: O Filho do Inverno, que descreve a negritude e a ascendência de Machado.
  • Nota de pesar: morreu aos 102 anos Maria Gregória Ventura, tia Tita, matriarca do Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira (Minas Gerais).

Durante a Copa do Mundo, a memória de Luiz Gama e Machado de Assis é revisitada sob nova ótica biográfica. Nascidos no dia 21 de junho, o jurista baiano (1831) e o romancista fluminense (1839) ganham novas obras que ampliam o entendimento sobre suas trajetórias e legados.

As biografias destacam a origem humilde de ambos e o papel marcante na história brasileira. Gama foi referência no direito abolicionista, defendendo vítimas do tráfico de africanos e lutando pela república. Machado de Assis ficou conhecido por ironizar a sociedade da época, expondo o escravismo e o conservadorismo com linguagem psicológica.

Duas obras ganham destaque: As Origens Perdidas de Luiz Gama, da Hedra, traz dados inéditos sobre os primeiros anos de vida do jurista e revela informações sobre mãe, pai e trajetória de escravidão. Machado: O Filho do Inverno, da Ação Editora, apresenta uma leitura original de sua negritude e genealogia, incluindo ascendência religiosa.

Os livros reconstituem momentos históricos relevantes para entender o protagonismo negro no Brasil. Gama aparece também como defender de causas populares, enquanto Machado de Assis é retratado pela crítica como um observador sagaz da vida urbana e dos costumes da corte.

Caso vivos, ambos seriam lembrados pela torcida pela seleção brasileira, com o coração nas mãos, diante dos desafios do time em campo. A leitura dessas biografias propõe uma reflexão sobre a presença de negros na formação da nação, tanto no direito quanto na literatura.

Nota de falecimento: morreu na última segunda-feira Maria Gregória Ventura, a tia Tita, aos 102 anos, em Itabira, Minas Gerais. A líder quilombola era matriarca do Quilombo Morro Santo Antônio. A comunidade lamenta a perda e envia condolências aos familiares.

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