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Frio não melhora cirurgia plástica, mas facilita recuperação

O inverno não altera a técnica, mas facilita recuperação e planejamento de cirurgias plásticas, com menor exposição solar e maior conforto

Mulher com rosto marcado para cirurgia plástica - Metrópoles
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  • Com a chegada do frio, há alta na procura por procedimentos estéticos, visando um pós-operatório mais cômodo antes do verão.
  • Especialistas dizem que o inverno não altera a técnica médica, mas facilita o repouso e a proteção da pele contra o sol.
  • Cirurgias corporais invasivas, como abdominoplastia e lipoaspiração, ganham com o uso prolongado de malhas e com planejamento para os meses de calor.
  • Cirurgias faciais se beneficiam da menor radiação ultravioleta no inverno, ajudando a proteger cicatrizes recentes.
  • Independentemente do clima, é essencial manter cuidados pós-operatórios, como hidratação, consultas de retorno, uso de protetor solar e repouso.

Com a chegada de temperaturas mais baixas, cirurgiões plásticos em todo o Brasil observam aumento na procura por procedimentos estéticos. Pacientes buscam um pós-operatório mais confortável e seguro antes do verão, segundo especialistas.

Embora haja quem acredite que o frio melhore a qualidade do procedimento, médicos afirmam que a técnica não é alterada pela estação. O inverno funciona como facilitador para repouso e proteção da pele contra radiação solar.

Entenda

O tempo de cicatrização é biológico e individual, não é acelerado pelo frio. A proteção solar fica mais eficaz no inverno, reduzindo manchas escuras. O desconforto de inchaço e curativos tende a ser menor no frio, especialmente no rosto.

A utilização de malhas cirúrgicas fica mais tolerável sem o calor excessivo. Cirurgias como abdominoplastia, lipoaspiração tradicional e lipo HD são apontadas como especialmente favorecidas pela estação, por permitir uso prolongado de compressão sem desconforto térmico.

O que muda na prática

Para quem mira resultados com o mínimo de edema, o planejamento no inverno ajuda a consolidar o amadurecimento tecidual entre três e seis meses. Assim, os pacientes chegam aos meses de calor mais preparados para exibir resultados.

Cirurgias faciais também ganham com o clima ameno, reduzindo a exposição à radiação UV e facilitando a proteção das cicatrizes. O uso de roupas fechadas e menor exposição ao sol ajudam na recuperação de equimoses e inchaços.

Cuidados pós-operatórios

Independente da temporada, a hidratação, as consultas de retorno, o uso correto de protetor solar e o repouso continuam obrigatórios. O clima frio favorece o conforto, mas não substitui disciplina e acompanhamento médico.

Marcelo Rudy, cirurgião plástico, ressalta que o benefício do inverno está na experiência do paciente, e não na técnica em si. Fatores sazonais como menos suor e férias escolares ajudam na adesão às orientações médicas.

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