- Advogados de Julia Ormond solicitam à Justiça a emissão de mandado de prisão (bench warrant) contra Michael Ovitz, sócio-fundador da Creative Artists Agency, por deixar o depoimento após ser questionado sobre Jeffrey Epstein.
- A oitiva tratava da relação de Ovitz com Epstein; em determinado momento, ele afirmou que não iria discutir o tema.
- Ormond afirma que a CAA, sob a liderança de Ovitz na época, ignorou crimes de Weinstein e não a alertou antes de um encontro em 1995 que resultou em assédio contra ela.
- Ovitz disse que, se houvesse alegação de conduta sexual inadequada por Weinstein comprovada, a CAA “com certeza não faria negócios” com ele; também afirmou ter conversas limitadas com Weinstein.
- A defesa de Ormond sustenta que o ato de abandonar o depoimento faz parte de um padrão de desrespeito ao tribunal, citando o não comparecimento a depoimento em novembro; a CAA afirma que o caso não envolve Ovitz diretamente.
Julia Ormond solicita mandado de arresto para Michael Ovitz
Advogados de Ormond buscam que a justiça emita um mandado de prisão contra Michael Ovitz, cofundador da CAA, por deixar a oitiva quando questionado sobre sua relação com Jeffrey Epstein. A deposição ocorreu após Ovitz ser pressionado sobre o tema.
Ovitz foi confrontado sobre a continuidade do vínculo com Epstein após a condenação do financista por crimes sexuais. Em determinado momento, ele interrompeu as perguntas, afirmando não discutir Epstein e que não iria fornecer respostas.
A ação de Ormond está ligada a uma ação movida em 2023, que alega que executivos da CAA ignoraram crimes de Harvey Weinstein e não alertaram a atriz antes de uma reunião de 1995 que resultou em agressões. Ovitz era presidente da agência na época.
Na oitiva, Ovitz disse que investigaria qualquer acusações de má conduta de Weinstein contra um cliente. Ao ser questionado sobre o que faria se a acusação fosse comprovada, ele afirmou que a CAA certamente não faria negócios com Weinstein.
Ao final, a equipe jurídica de Ormond destacou que o abandono da oitiva evidencia um padrão de desrespeito às cortes, citando um não comparecimento a depoimento em novembro e a recusa de entregar documentos sobre Weinstein. Por isso, pedem ao tribunal a expedição de mandado até a nova oitiva.
A CAA, por sua vez, sustenta que o caso não envolve Ovitz e que ele não é destinatário direto da ação, com honorários sendo arcados pela agência. Acompanham o contexto novas mensagens entre Ovitz e Epstein, tornadas públicas pelo governo dos EUA, que mostrariam encontros planejados entre 2012 em Nova York e perto de St. Barts.
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