- Justiça de Minas Gerais excluiu Matteos França Campos, 32 anos, da herança da mãe Soraya Tatiana Bonfim França, vítima de homicídio em Belo Horizonte; decisão foi na esfera cível e não depende do processo criminal.
- Matteos responde por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri; a defesa teve seus argumentos rejeitados.
- O crime ocorreu em julho de 2025, no apartamento no bairro Santa Amélia; Soraya foi encontrada morta em Vespasiano em 20 de julho de 2025, com o cenário inicialmente investigado como violência sexual, que a PCMG later confirmou ter sido forjado pelo filho.
- A investigação aponta que Soraya contestou compras no cartão pouco antes do ataque; após matar a mãe, Matteos teria viajado com amigos para a Serra do Cipó, participando de festa.
- Em Belo Horizonte, também houve notícia de outro caso: na segunda-feira, 22/6, Jussara Maria Rodrigues da Cruz, 54 anos, foi morta dentro de casa por um filho de 27 anos, que confessou o crime e foi preso.
Matteos França Campos, 32, foi excluído da herança da mãe Soraya Tatiana Bonfim França, 56, pela Justiça. A decisão ocorre após Matteos confessar ter asfixiado a mãe em Belo Horizonte, em julho de 2025, fato que motivou a ação movida pelos familiares.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou nesta quarta-feira (24/6) a exclusão. Matteos responde por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual, e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri. A defesa teve os argumentos rejeitados.
A decisão aponta que a exclusão pode tramitar na esfera cível independentemente do desfecho do processo criminal. O magistrado considerou haver provas suficientes de autoria, entre elas a confissão à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a falta de contestação das acusações pela defesa.
Conforme as investigações, o crime ocorreu no apartamento da família, no bairro Santa Amélia, em Belo Horizonte. Soraya ligou para o banco pouco antes de ser morta para contestar compras no cartão, episódio que, segundo a PCMG, teria provocado a discussão que terminou na asfixia.
Após o crime, Matteos teria viajado com amigos para a Serra do Cipó, na Região Metropolitana, participou de festas e não apresentou comportamento que denunciasse o homicídio, segundo apurações da PCMG e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O caso é acompanhado com atenção no estado, já que o desfecho na esfera cível pode influenciar a partilha de bens da vítima conforme a lei. A investigação continua para esclarecer todos os pormenores do que ocorreu em julho de 2025.
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