- A Anatel fechou acordo com marketplaces para combater a venda de minicelulares não homologados, adotando política de tolerância zero.
- Amazon, Mercado Livre, Shopee, Magalu, Casas Bahia, Carrefour e Temu firmaram o compromisso na data de ontem (23 de junho).
- Os minicelulares são aparelhos muito pequenos, sem certificação da Anatel, e costumam ser usados para comunicação em presídios, além de apresentarem riscos de segurança.
- A agência propõe um ranking de conformidade para celulares e exige que anúncios exibam o número de homologação, além de mecanismos para identificar códigos falsos ou de outros produtos.
- Como próximos passos, a Anatel fará reuniões individuais com cada plataforma e criará um grupo de trabalho permanente para acompanhar a implementação das medidas.
Ontem (23/06), a Anatel assinou um acordo com os principais marketplaces do país para combater a venda de minicelulares não homologados. Amazon, Mercado Livre, Shopee, Magalu, Casas Bahia, Carrefour e Temu integram o compromisso, adotando uma política de tolerância zero a esse tipo de produto.
Os minicelulares são aparelhos de dimensões reduzidas que não passaram pelo processo de certificação da Anatel. Além de riscos de segurança elétrica, baterias e níveis de radiação não testados, eles costumam ser usados para comunicação clandestina em unidades prisionais.
Esses dispositivos podem ter o tamanho de uma tampa de caneta. Em operações de fiscalização, juízes costumam localizar modelos produzidos fora do Brasil, muitas vezes vendidos sob nomes genéricos para facilitar a distribuição em plataformas online.
A partir da parceria, as plataformas se comprometem a remover anúncios de minicelulares não homologados e a adotar critérios de verificação de certificação. A medida busca reduzir a circulação de aparelhos que não passam por homologação.
Durante o encontro, a Anatel também apresentou a proposta de criar um ranking de conformidade dos marketplaces. O índice deverá ser aplicado inicialmente ao segmento de celulares e smartphones para monitorar o cumprimento das regras.
A agência ressaltou a necessidade de anúncios informarem o número de homologação dos aparelhos e solicitou mecanismos para identificar códigos falsos ou relacionados a outros produtos. Parte das vendas ocorre com informações enganosas para fingir regularidade.
Como próximos passos, a Anatel marcará reuniões individuais com cada plataforma para discutir planos de ação. Também será formado um grupo de trabalho permanente para acompanhar a implementação das medidas e monitorar indicadores de conformidade.
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