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Memorial às Testemunhas de Jeová perseguidas no nazismo é inaugurado em Berlim

Berlim inaugura memorial para testemunhas de Jeová perseguidas no nazismo, 81 anos após a Segunda Guerra, com árvore de bronze de cinco metros

Memorial de bronze projetado por Matthias Leeck lembra uma árvore que permanece firme, mesmo com seus galhos cortados
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  • Memorial de bronze, com cinco metros de altura e projetado por Matthias Leeck, fica no parque Tiergarten, em Berlim, inaugurado em 24 de junho.
  • A homenagem é às testemunhas de Jeová perseguidas pelo regime nazista; ao menos 1.750 pessoas foram mortas nesse período.
  • Quase 14 mil adeptos foram presos, incluindo 4.200 em campos de concentração, segundo a fundação responsável pelo memorial.
  • O memorial fica perto do lago dos peixes dourados, onde a Gestapo prendeu um grupo em 22 de agosto de 1936; pelo menos 17 morreram.
  • A obra recebeu autorização pela lei aprovada pelo parlamento em 2023; hoje, as testemunhas de Jeová somam cerca de 180 mil na Alemanha.

Um memorial para as testemunhas de Jeová perseguidas pelo regime nazista foi inaugurado em Berlim, no parque Tiergarten, nesta quarta-feira (24/06). A cerimônia ocorreu 81 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.

O monumento de bronze, com cinco metros de altura, foi projetado pelo artista Matthias Leeck e visa lembrar a resistência dessas pessoas, que recusavam o serviço militar e enfrentaram perseguição. A obra fica próximo ao Lago dos Peixes Dourados.

A inauguração contou com a presença de autoridades e representantes da comunidade religiosa. O evento contextualizou o histórico da perseguição nazista aos membros das testemunhas de Jeová, que resistiam à ideologia do regime.

Dados históricos apontam que, durante o período 1933-1945, pelo menos 1.750 testemunhas de Jeová foram mortas. Quase 14 mil foram presas, entre eles 4.200 enviados a campos de concentração.

Segundo a fundação responsável pelo memorial, as testemunhas de Jeová rejeitavam a saudação nazista, não se filiavam a organizações estatais e ajudavam quem era perseguido. A obra também funciona como referência educativa.

Além do memorial, a fundação administra o memorial do Holocausto de Berlim, próximo ao Portão de Brandemburgo, consolidando o conjunto de memoriais ligados ao período. O espaço de tributo está situado perto de onde ocorreu uma prisão da Gestapo em 1936.

Hoje, estima-se que haja cerca de 180 mil testemunhas de Jeová na Alemanha, frente a 25 mil na década de 1930, conforme dados de agências de notícias.

A cerimônia ocorreu sem intervenções políticas, mantendo o foco na memória histórica e na reparação de danos sofridos pelas vítimas do nazismo. A inauguração destaca o reconhecimento público de uma parte dolorosa da história alemã.

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