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Nego Di é condenado a 14 anos por fraudes no Rio Grande do Sul

Nego Di é condenado a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por estelionato, lavagem de dinheiro e uso de documento falso; companheira recebe 8 anos e 4 meses

Nego Di e sua companheira, Gabriela Vicente de Sousa, também foram condenados em processo relacionado a rifas eletrônicas consideradas ilegais
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  • Nego Di, nome artístico de Dilson Alves, foi condenado a 14 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso; a pena é em regime fechado.
  • A companheira dele, Gabriela Vicente de Sousa, foi condenada por lavagem de dinheiro e terá pena de 8 anos e 4 meses de prisão, também em regime fechado.
  • Além da condenação principal, Nego Di recebeu mais 1 ano e 15 dias de prisão simples, em regime semiaberto, por promoção de loteria ilegal envolvendo ao menos 34 rifas eletrônicas entre novembro de 2022 e maio de 2024.
  • A Justiça considerou fraude em rifas, incluindo uma de um Porsche Macan avaliado em R$ 500 mil, com prejuízo estimado de R$ 185,3 mil a pelo menos 9.683 pessoas; estimou-se movimentação de mais de R$ 2,4 milhões envoltos em lavagem de dinheiro.
  • A denúncia aponta ainda que houve uso de comprovante de Pix falsificado para alegação de transferência de R$ 1 milhão a vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul, quando, na prática, o valor seria de R$ 100.

Nego Di, nome artístico de Dilson Alves, foi condenado pela Justiça do Rio Grande do Sul a 14 anos e 6 meses de prisão. A pena envolve estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso, crimes ligados a atividades promovidas pelo influenciador. A decisão também determina regime fechado.

A companheira do influencer, Gabriela Vicente de Sousa, foi condenada a 8 anos e 4 meses de prisão pela prática de lavagem de dinheiro. Ambos deverão cumprir as penas em regime fechado, segundo a sentença.

Além da condenação principal, houve a pena de 1 ano e 15 dias em regime semiaberto por promoção de loteria ilegal. O tribunal aponta ao menos 34 rifas eletrônicas promovidas entre 2022 e 2024 sem autorização legal.

Detalhes da Sentença

A decisão sustenta que houve estelionato, com obtenção de vantagem ilícita por meio de rifas consideradas fraudulentas. O valor arrecadado, segundo o Ministério Público, atingiu centenas de milhares de reais de vítimas.

A defesa foi rejeitada ao argumento de desconhecimento da ilegalidade. O juiz afirmou que, por movimentar milhões com base na imagem do influenciador, ele tinha obrigação de conhecer a legislação comercial aplicável.

Entre os casos analisados está a rifa de um Porsche Macan, avaliado em 500 mil reais. A ação teria causado prejuízo de 185,3 mil reais a cerca de 9.683 pessoas, conforme o Ministério Público.

A Justiça também destacou a suposta lavagem de dinheiro, com ocultação de mais de 2,4 milhões de reais por meio de contas de terceiros, operações bancárias e aquisição de bens com aparência legal.

Consta ainda a acusação de uma doação para vítimas de enchentes no RS, com comprovante de Pix falsificado indicando transferência de 1 milhão de reais, enquanto o valor efetivamente enviado seria de 100 reais.

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