- O influenciador e ex‑BBB Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, foi condenado pela Justiça do Rio Grande do Sul a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso.
- Além disso, recebeu pena de 1 ano e 15 dias de prisão simples pela prática de promoção de loteria ilegal.
- A sentença tem origem em investigação sobre rifas eletrônicas ilegais promovidas entre 2022 e 2024, com cerca de 34 sorteios divulgados nas redes sociais.
- Ao menos 9.683 participantes foram lesados e o prejuízo estimado é de 185 000 reais; o casal ocultava mais de 2,4 milhões de reais com contas de terceiros, operações bancárias e bens como carros de luxo e imóveis.
- O tribunal afirmou que não houve intenção de premiar a Porsche e apurou uso de documento falso ao publicar comprovante de pix indicando doação de 1 milhão de reais para vítimas de enchentes, quando o valor real foi 100 reais; esta não é a primeira condenação de Nego Di, que já havia sido condenado, em junho de 2025, a 11 anos e 8 meses por outro caso de estelionato envolvendo loja online que gerou 5 milhões de reais de prejuízo.
Diante da Justiça do Rio Grande do Sul, o influenciador e ex-BBB Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, foi condenado nesta terça-feira, 23, a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. A decisão envolve crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso, além de uma segunda pena de 1 ano e 15 dias em regime simples por promoção de loteria ilegal. A ação teve como foco rifas eletrônicas promovidas entre 2022 e 2024.
Segundo o Ministério Público, cerca de 34 sorteios foram divulgados por Nego Di em redes sociais, com promessas de prêmios luxuosos, incluindo uma Porsche de aproximadamente meio milhão de reais. Ao todo, 9.683 pessoas teriam sido lesadas, e o prejuízo agregado é estimado em 185 mil reais. A investigação também apurou a ocultação de mais de 2,4 milhões de reais por meio de contas de terceiros, operações bancárias e bens como carros de luxo e imóveis.
Detalhes da condenação
A sentença rejeita a hipótese de desconhecimento da ilegalidade e aponta que Nego Di não teria intenção de premiar participantes com a Porsche. A condenação por uso de documento falso está ligada à divulgação de um comprovante de pix que simulava doação de 1 milhão de reais para vítimas de enchentes no Rio Grande do Sul; a imagem foi adulterada, e o valor real doado foi de 100 reais.
Este não é o único desfecho judicial envolvendo o ex-BBB. Em junho de 2025, Nego Di já havia sido condenado a 11 anos e 8 meses de prisão por estelionato relacionado à loja online Tadizuera, que gerou prejuízo de 5 milhões de reais a clientes.
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