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Nego Di é condenado por lavagem de dinheiro, aponta decisão

Nego Di é condenado a 14 anos e seis meses por lavagem de dinheiro, estelionato e uso de documento falso; esposa recebe 8 anos e quatro meses em regime fechado

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  • A Justiça do Rio Grande do Sul condenou Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, a 14 anos e 6 meses de prisão por estelionato, lavagem de dinheiro qualificada, uso de documento falso e promoção de loteria ilegal em rifas virtuais.
  • A pena envolve ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização entre novembro de 2022 e maio de 2024, com indícios de vencedores falsos, incluindo a suposta rifá de um Porsche Macan.
  • O esquema de lavagem de dinheiro teriam movimentado cerca de R$ 2,5 milhões por meio de contas de terceiros para a compra de imóveis no Porto Alegre, na Serra e no Litoral gaúcho, além de veículos de luxo; prejuízo estimado a mais de nove mil pessoas.
  • A esposa de Nego Di, Gabriela Sousa, foi condenada a 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado por lavagem de dinheiro.
  • Em outro caso, o humorista já havia sido condenado a 11 anos e 8 meses em 2023 por estelionato ligado à loja Tadizuera; ele continua em liberdade provisória relacionada a esse processo desde novembro de 2024.

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o influenciador digital e humorista Dilson Alves da Silva Neto, o Nego Di, a 14 anos e 6 meses de prisão. A decisão, proferida nesta terça-feira (23), envolve estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso em um esquema de rifas ilegais. A condamnção também atinge a esposa, Gabriela Sousa, que recebeu 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.

Segundo a decisão, a condenação de Nego Di é composta por várias acusações agregadas. Lavagem de dinheiro soma 9 anos, 4 meses e 8 dias; uso de documento falso, 3 anos e 22 dias; estelionato, 2 anos e 1 mês; e promoção de loteria ilegal, 1 ano e 15 dias em regime semiaberto. Entre novembro de 2022 e maio de 2024, o influenciador realizaria ao menos 34 rifas eletrônicas sem autorização legal.

A apuração aponta que houve indução de vítimas com vencedores fictícios. Em um caso, a rifa de um veículo Porsche Macan teria sido fraudada, com o bem transferido para o próprio Nego Di. O Ministério Público informa ainda que, segundo a investigação, houve lavagem de cerca de R$ 2,5 milhões por meio de contas de terceiros para aquisição de imóveis na região metropolitana de Porto Alegre e no litoral gaúcho.

A operação também constatou a compra de veículos de luxo, com dois itens sequestrados pela Justiça. O prejuízo estimado a mais de nove mil pessoas chega a R$ 185,3 mil apenas neste processo das rifas. Além disso, o caso envolve o uso de documento falso relacionado a uma suposta doação para vítimas de enchentes no estado.

Outras narrativas do caso

A condenação observa ainda que Nego Di divulgou nas redes um comprovante de transferência via PIX dizendo ter doado R$ 1 milhão para auxílio às enchentes. O Ministério Público sustenta que o montante efetivo doado foi de apenas R$ 100.

Histórico do humorista

Essa não é a primeira condenação de Nego Di. Em junho do ano passado, ele foi condenado a 11 anos e 8 meses por estelionato ligado à loja virtual Tadizuera, que vendia produtos abaixo do preço de mercado sem realizar entregas. O prejuízo às vítimas foi estimado em mais de R$ 5 milhões; o humorista permanece em liberdade provisória desde novembro de 2024.

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