- Museus Vaticanos aprovam projeto de restauração a laser dos afrescos da Loggia de Rafael, no Palácio Apostólico.
- A obra tem 65 metros de comprimento por 4 metros de largura e fica na ala oeste da Loggia, que não é aberta ao público.
- Os trabalhos devem durar cinco anos, com limpeza a laser para preservar as cenas bíblicas pintadas entre 1517 e 1519.
- Serão mais de vinte restauradores atuando em aproximadamente 1.300 metros quadrados de superfície decorada.
- O financiamento é de US$ 5,5 milhões, provenientes de doadores internacionais, incluindo o World Monuments Fund.
Os Museus Vaticanos anunciaram nesta quarta-feira um grande projeto de restauração a laser dos afrescos da Loggia de Rafael, no Palácio Apostólico. O objetivo é limpar as obras sem danificar a superfície, preservando uma das maiores obras-primas renascentistas.
A intervenção ocorre na Loggia, um corredor decorado entre 1517 e 1519 para o papa Leão X. O afresco principal, conhecido como “O Parnaso”, integra o conjunto de cenas bíblicas pintadas nas abóbadas. A área tem 65 metros de comprimento e 4 metros de largura.
A restauração deve durar cinco anos e envolve mais de 20 restauradores. Serão trabalhados aproximadamente 1.300 metros quadrados de superfícies decoradas com técnicas de limpeza a laser. A ação é parte de um plano de preservação do patrimônio histórico.
Financiamento e equipe
O projeto será financiado com US$ 5,5 milhões, equivalentes a cerca de R$ 29 milhões, provenientes de doadores internacionais. Entre os parceiros está o World Monuments Fund, ONG dedicada à proteção de bens culturais de alto valor histórico.
A logística envolve coordenação entre equipes dos Museus Vaticanos e especialistas em conservação de obras de arte. Segundo a instituição, a intervenção buscará minimizar riscos às camadas originais, mantendo a integridade histórica das cenas.
A Loggia permanece fechada ao público e só recebe visitas oficiais, como de chefes de Estado, embaixadores e altos prelados. A última restauração parcial ocorreu há cerca de 50 anos, segundo os museus.
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