- A Polícia Civil deflagrou uma operação contra dois líderes da narcomilícia que atua em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
- Luick Ferreira Cabral Pequeno e Rodrigo Marques Carbone são apontados como “puxadores de guerra”, responsáveis por liderar confrontos e invasões territoriais contra rivais.
- As investigações indicam cobrança de taxas extorsivas de moradores e comerciantes pela organização criminosa.
- Pequeno foi preso em abril, em Niterói, durante ofensiva contra rivais, e Carbone foi detido nesta quarta-feira, em Rio das Ostras, ambos ligados ao braço armado do grupo.
- A organização mantém aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) para ampliar poder bélico e expandir território, segundo a autoridade policial.
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira, 24, uma operação contra os dois principais operadores da narcomilícia que atua em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Luick Ferreira Cabral Pequeno e Rodrigo Marques Carbone são apontados como puxedadores de guerra, com funções de liderar confrontos e invasões territoriais contra rivais. Nos últimos dias, Rio das Pedras tem registrado embates entre milicianos e o Comando Vermelho.
Para além das ações armadas, as investigações indicam cobrança de taxas extorsivas de moradores e comerciantes. Pequeno foi preso em abril, na Santo Cristo, Fonseca, Niterói, durante ofensiva contra rivais, ao lado de comparsas da Vila do João, no Complexo da Maré, ligados ao Terceiro Comando Puro.
Contexto
Carbone foi detido nesta quarta-feira em Rio das Ostras, Região dos Lagos, onde estava escondido. Ele é identificado como um dos principais integrantes do braço armado da narcomilícia, com atuação na mobilização de criminosos para confrontos e disputas territoriais em áreas de interesse do grupo.
Aliança com TCP: a Polícia Civil afirma que a organização mantém parceria com integrantes do Terceiro Comando Puro para ampliar o poder bélico, consolidar territórios já dominados e avançar sobre áreas controladas pelo CV. A cooperação é apontada como fator-chave para a violência no estado.
A apuração, iniciada em setembro do ano passado, mapeou a cadeia de comando da organização criminosa. Foram identificados diálogos sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e alinhamento entre operadores financeiros e criminosos armados, evidenciando uma estrutura criminosa organizada, violenta e financeiramente robusta.
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