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Polícia desarticula esquema interestadual milionário de rifas ilegais

Operação Vanitas desarticula esquema interestadual de rifas ilegais, com bloqueio de 12 veículos e ativos de 43 contas, que movimentou R$ 11,5 milhões

Operação Vanitas agentes da Polícia civil MG
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  • A Polícia Civil deflagrou a Operação Vanitas, desarticulando um esquema interestadual de rifas ilegais e lavagem de dinheiro em quatro estados: Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Pará.
  • Ao todo, foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e prisões, com os alvos atuando em Pirapora, Teresina, Timon e Rondon do Pará.
  • Bens móveis avaliados em aproximadamente R$ 1,1 milhão foram sequestrados, além do bloqueio de ativos financeiros em 43 contas ligadas aos investigados.
  • O grupo é suspeito de vender bilhetes numerados em plataformas digitais, manipular as sobras dos sorteios e intimidar vencedores para evitar pagamentos.
  • As apurações indicam movimentação financeira de cerca de R$ 11,543 milhões, com indícios de operações atípicas e estrutura criminosa ligada à lavagem de dinheiro; a investigação começou em 2025.

Na manhã desta quarta-feira (24/6), a Polícia deflagrou a Operação Vanitas, cumprindo mandados de prisão, buscas e apreensões. A ação mira um esquema interestadual de rifas ilegais ligado a jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ameaças a apostadores. O alvo está presente em Minas Gerais, Piauí, Maranhão e Pará.

Ao todo, foram 28 mandados de busca e apreensão. Em Pirapora (Norte de Minas) foram 10, em Teresina (PI) 16, em Timon (MA) um e em Rondon do Pará (PA) um. Além disso, houve cumprimento de prisões, com algumas já realizadas e outras pendentes.

Bens foram bloqueados e veículos sequestrados durante a operação. Foram apreendidos 12 veículos, avaliados em aproximadamente 1,1 milhão de reais, e ativos financeiros bloqueados em 43 contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao esquema. As medidas foram determinadas pela 4ª Delegacia Regional de Pirapora.

A investigação aponta atuação em comercialização ilegal de bilhetes numerados divulgados por plataformas digitais. O grupo seria responsável pela manipulação de chamadas de “sobras”, bilhetes não vendidos usados para inflar prêmios. O delegado responsável afirmou que a prática envolve acúmulo artificial de prêmios e dificuldade de realização de sorteios legítimos.

Apesar das afirmativas, o grupo também utilizava intimidações para impedir o pagamento a ganhadores. A atuação incluiu divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e uso de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.

Movimentação financeira identificada aponta operações atípicas que somam cerca de 11,543 milhões de reais, segundo o Coaf. Os registros indicam fracionamento de valores, circulação intensa de dinheiro e confronto com a renda declarada pelos suspeitos.

A investigação, iniciada em 2025, revelou uma estrutura criminosa de alcance interestadual voltada a jogos de azar e lavagem de dinheiro. A operação contou com apoio de equipes de outros estados e segue em andamento, com novas diligências em curso.

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